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Pandemia dispara quantidade de fraudes online

Mais de 40 mil novos domínios de alto risco com as palavras-chave "covid" ou "corona" foram identificados mundialmente

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Digitalização de serviços foi uma das vias encontradas por muitas pessoas e empresas para sobreviverem ao período de quarentena em razão da pandemia de coronavírus. Porém, associações européias denunciam a quantidade de fraudes por meio de ofertas online enquanto ao mesmo tempo há o superfaturamento de produtos essenciais, como equipamento de proteção.

Criminosos utilizam até mesmo em campanhas de doações como estratégia amparados pelo latente espírito solidário entre as pessoas. As redes sociais e o e-mail são os principais veículos para atrair e enganar clientes. Mais de 40 mil novos domínios de alto risco com as palavras-chave “covid” ou “corona” foram identificados mundialmente.

Em resposta a empresa bélgica Test-Achat criou uma plataforma para identificar e denunciar domínios suspeitos e em apenas um mês detectou 400 infrações. Com a dificuldade em restringir conteúdos, comissário europeu da Justiça, Didier Reynders defende que a ação comunitária com as plataformas online, como a Amazon, o e-Bay e o Facebook.

“Conseguimos que as plataformas retirassem uma série de anúncios e, com a Eurojust, conseguimos lutar contra as fraudes que visam o setor público, como, por exemplo, um hospital que foi paralisado por um ciberataque na República Checa ou outra na Alemanha que vendeu mais de 10 milhões de máscaras por 15 milhões de euros”, conta Reynders.

Testes defeituosos na Espanha

Organismos governamentais também são alvos recorrentes de ações fraudulentas, mas as consequências apresentam-se mais graves. Como no caso da Espanha que adquiriu 58 mil testes para detecção do novo coronavírus de uma empresa de biotecnologia chinesa e posteriormente foram indicados como abaixo do nível de confiabilidade exigido.

Fraude em doações no Reino Unido

No Reino Unido, a instituição de caridade Age Concern Bracknell Forest, na cidade de Bracknell ao oeste de Londres, foi alvo de hackers. Ao usar o nome do presidente da fundação, os criminosos conseguiram receber transferências no total de 45 mil euros. Paul Bidwell, presidente da filial, afirma que caso a fraude não tivesse sido detectada a tempo, teria sido o fim da instituição.

O chefe do departamento de crime económico da Polícia da Cidade de Londres, Clinton Blackburn, revela que “cerca de 3% dos casos registrados atualmente estão relacionados com a covid-19. Em números específicos, falamos de 1.500 delitos neste momento, o que equivale a pouco mais de 3 milhões de libras de prejuízo”.

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