Sociedade A manipulação nas estatísticas da pandemia

A manipulação nas estatísticas da pandemia

"Quando se tem uma imprensa parcial, os dados e estatísticas se tornam tão maleáveis quanto a ética dos seus jornalistas", revela Pedro Delfino em novo artigo

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Segundo o Portal da Transparência de Registro Civil, base de dados regulada pelo governo federal, e, portanto, fonte de dados oficiais sobre as estatísticas de mortes no país, o mês de maio (do dia 01/05 à presente data do dia 24/05), revela um empate técnico em relação ao número de mortes por doenças respiratórias de 2021, em plena pandemia, e 2019, ano em que o coronavírus nem existia ainda.

Foram 80.117 mortes de 01/05 a 24/05 de 2019. Já entre 01/05 de 2021 e 24/05 de 2021, 81.765. Um número praticamente igual e, sem dúvida alguma, nada alarmante em relação a um suposto “crescimento” do número de mortes em relação a outros anos passados.

Podemos ver no gráfico, que a parte cinza (que representa as mortes por Covid) está bem significativa. No entanto, as demais causas de óbito são inexplicavelmente muito menores.

Essa “queda” brusca nas mortes de 2021 em relação a 2019 deveria chamar a atenção da mídia e da população tanto quanto qualquer possível aumento das mortes. Mas parece que a mídia só foca em um dos lados dessa questão, afinal, para quem tem o intuito de criar um ambiente de pânico e desespero, a manchete “mortes continuam no mesmo ritmo de outros anos” não geraria o efeito esperado.

É preciso esconder a realidade de que as pessoas estão morrendo como sempre morreram! Sim, o Covid-19 existe e, apesar da baixa letalidade, ele pode matar e vem matando muitas pessoas. Mas no que isso se difere de outras doenças que sempre estiveram por aí e que sempre representaram risco à nossa saúde?

O NCHS, o Centro Nacional de Estatísticas de Saúde dos EUA, do CDC (Centro para Controle de Doenças) publicou um levantamento recente onde é revelado que o coronavírus foi identificado como a única causa de morte em apenas 5% dos casos registrados como morte de Covid nos EUA. E que, nos outros 95% dos casos, foi encontrada uma média de 4 comorbidades coexistentes no paciente!

Ou seja, aqui, a gente precisa parar um pouco e refletir bem sobre dois pontos:

  1. Existe uma grande diferença entre morrer DE Covid e morrer COM Covid. Segundo esses dados apresentados, de todas as mais de 500 mil mortes nos EUA, cerca de 25 mil pessoas (5%) morreram DE Covid e 475 mil (95%) morreram COM Covid.
  2. Se em 95% dos casos, o paciente que vem a morrer conta com uma média de 4 comorbidades além da infecção por coronavírus, isso quer dizer que, no registro de óbito, as autoridades terão muitas opções a escolher na hora de determinar qual será a causa da morte a colocar na certidão. E essas possibilidades todas somadas aos incontáveis casos já denunciados de vezes em que a família sabe que o seu parente morreu da causa X e na certidão aparece “Covid”, nos leva a desconfiar seriamente que as autoridades públicas Brasil afora, onde muitas instituições estão infestadas de esquerdistas que só pensam em derrubar o governo, não tenham tentado inflar as estatísticas para apresentar ao povo um cenário pior do que ele de fato é.

Quem não se lembra, por exemplo, do decreto de João Dória que abriu a temerária brecha para que os profissionais de saúde colocassem o Covid como causa da morte sempre que a causa real não estivesse evidente de imediato? Aos que precisam ver um médico dizendo isso no lugar de um leigo como eu, lá vai a declaração de um médico consultado em entrevista ao Jornal Tribuna Online: 

“Uma vez que o médico do Samu não fará uma autópsia completa, se for obrigado a emitir o atestado deverá colocar como causa da morte apenas o provável, o que pode levar tanto a uma supernotificação como a uma subnotificação de mortes pela Covid-19. De qualquer forma, ainda que se faça teste nos casos de morte possivelmente por coronavírus, as demais causas serão subnotificadas. Isso destrói as estatísticas usadas para políticas de gestão em saúde. Os falecimentos por infarto, derrame, aneurisma, etc. serão classificados como causa indeterminada ou Covid-19.”

Essa preocupação foi externada em 26 de março de 2020, bem no início da pandemia, e, como podemos ver pelas informações trazidas aqui, foi exatamente o que aconteceu depois: certamente, uma boa parte dos 95% de todas as pessoas que morreram COM Covid foram classificadas como mortes DE Covid, gerando uma descompensação notável entre as estatísticas de 2019 e 2021, em que temos claramente os registros de coronavírus tomando o lugar das mortes por outras doenças respiratórias/cardiovasculares e criando uma sensação falsa de que há pessoas morrendo em níveis nunca antes vistos na história, sendo que a realidade é bem diferente disso.

Fontes:

https://transparencia.registrocivil.org.br/especial-covid

https://tribunaonline.com.br/medicos-do-samu-de-sao-paulo-terao-que-atestar-mortes-por-coronavirus

Pedro Delfino é especialista em História da Civilização Ocidental e História da Igreja Católica; autor do livro Mentalidade Atrasada, Nação Fracassada (que aborda temas como História, Filosofia e Política); do Curso de História Geral da Civilização Ocidental, do Curso de Excelência Catholica, do livro Via Sancta e é co-Fundador do Movimento Brasil Conservador.
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1 COMMENT

  1. sou totalmente a favor que esses dados sejam avaliados. Mais para serem fidedignos precisa dar tempo para que os números sejam atualizados. Sempre de pelo menos 15 dias, se não perde a credibilidade.

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