Sol forte pode matar coronavírus em até 34 minutos, diz estudo

Cientistas americanos acreditam que 90% do vírus pede sua carga infecciosa em umidade e temperaturas mais altas

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Reprodução/Unsplash

Dois cientistas aposentados do governo dos EUA publicaram um estudo afirmando que os níveis de UV no sol durante o verão podem inativar 90% do coronavírus em 11 a 34 minutos. Baseado nesse conceito, o governo de Nova York tem utilizado luz ultravioleta – a mesma radiação que o sol emite – para esterilizar superfícies, inclusive o metrô.

O artigo do Dr. Jose-Luis Sagripanti e do Dr. C David Lytle, publicado na revista Photochemistry and Photobiology, sugere que o coronavírus pode mais suscetível a sobrevivência no frio e ter baixo desempenho em temperaturas e umidade mais altas e por isso, ressaltam que o inverno pode, sim, ser a fase de maior contágio.

Os cientistas apontaram ainda que as medidas de isolamento social, podem ter causado mais prejuízos do que benefícios no combate à pandemia. Enquanto muitos cientistas afirmam que a dose de luz UV necessária para matar o coronavírus é insegura para os seres humanos e que o calor do verão pode diminuir, mas não impedir a pandemia, Sagripanti e Lytle insistem que o sol manterá as pessoas seguras.

“Pessoas saudáveis que fossem expostas aos raios solares receberiam cargas virais menores, o que seria mais eficiente para criar uma resposta de imunização na população”, diz um trecho da pesquisa. Para reforçar seu argumento, os pesquisadores apontam para as tendências na disseminação do vírus em várias partes do mundo nos últimos seis meses.

“A persistência viral estimada aqui para cidades nas latitudes norte, onde o COVID-19 se expandiu rapidamente durante o inverno 2019-2020 e a inativação viral relativamente mais alta nas latitudes mais meridionais, recebendo alta radiação solar durante o mesmo período, sugere um papel ambiental da luz solar no COVID-19″, dizem.