Início Saúde "Cloroquina não causa arritmia", Alexandre Garcia divulga estudo que desmente especialistas

“Cloroquina não causa arritmia”, Alexandre Garcia divulga estudo que desmente especialistas

Presidente Bolsonaro lamenta milhares de vidas poderiam ter sido salvas sem a politização do medicamento

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O jornalista Alexandre Garcia trouxe à público em estudo da Sociedade Europeia de Cardiologia (ESC) desmentindo o argumento de que a hidroxicloroquina poderia causar arritmia letais nos pacientes tratados precocemente contra o novo coronavírus.

Ontem (28), o presidente Jair Bolsonaro publicou um vídeo em seu canal no YouTube com as informações apresentadas pelo jornalista. O chefe do Executivo afirmou que “milhares de vidas poderiam ter sido salvas caso a HCQ não tivesse sido politizada”.

A arritmia, doença que acelera os batimentos cardíacos, foi apontada por diversos especialistas como um efeito colateral notório e letal da aplicação da hidroxicloroquina. Os testes com o medicamento chegaram a ser suspensos temporariamente pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Mas novos estudos contradizem essa informação. A pesquisa foi liderada pelo doutor Alessio Gasperetti, de Milão, no Centro Cardiológico Monzino; em hospitais em Zurique (Suíça) e em outros 7 hospitais com 649 pacientes de covid-19. A idade média era de 62 anos, sendo 46% de homens.

Logo após o início dos sintomas, em todos os pacientes foram ministradas doses de 200mg duas vezes por dia. E metade tomou uma primeira ‘dose de ataque’ de 800mg no total, no 1º dia de tratamento. Conclusão: “não houve arritmia devida a esse remédio.”

Resultados

A pesquisa foi publicada em 25 de setembro de 2020 no jornal da ECS, EP Europace. A Sociedade Europeia de Cardiologia ressalta que não se trata de uma pesquisa sobre a repercussão da covid, mas referente a segurança cardíaca.

“Ao longo de um acompanhamento médio de 16 dias, não houve arritmias letais. Um total de sete pacientes (1,1%) teve uma arritmia ventricular grave, mas nenhum foi considerado relacionado ao prolongamento do intervalo QT ou ao tratamento com hidroxicloroquina”, diz o estudo.

Segundo Gasperetti, “esse foi o maior estudo para avaliar o risco de ritmos cardíacos perigosos [arritmias] em pacientes com covid-19 tratados com hidroxicloroquina. Em nosso levantamento, houve uma baixa taxa de arritmias e nenhuma foi associada à hidroxicloroquina”, afirmou.

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