Pesquisa com mais de 6 mil médicos em 30 países aponta a hidroxicloroquina como o mais eficaz contra o coronavírus

Franceses indicam a combinação de hidroxicloroquina e azitromicina já na indentificação dos primeiros sintomas

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A hidroxicloroquina foi escolhida como o medicamento mais eficaz para o tratamento de covid-19 por 37% dos 6.227 médicos entrevistados em 30 países. A azitromicina, antibiótico usado para infecções bacterianas, foi classificada como a segunda terapia mais eficaz com 32%, segundo informou o jornal The Washington Times.

A pesquisa internacional realizada pela rede privada de mídia social Sermo apresentou uma lista com 15 opções de tratamentos potenciais. Segundo o estudo, os tratamentos habitualmente prescritos são analgésicos (56%), azitromicina (41%) e hidroxicloroquina (33%). Mas apenas 8% do médicos prescreveram o medicamento para pacientes de baixo risco, entre eles três grandes nomes da saúde francesa.

Entre os países avaliados, o uso da hidroxicloroquina é de 72% na Espanha, 49% na Itália, 41% no Brasil, 39% no México, 28% na França, 23% nos EUA, 17% na Alemanha, 16% no Canadá, 13 % no Reino Unido e 7% no Japão.

Em uma entrevista ao Le Figaro, três médicos francesa de grande referência na saúde, se basearam nos estudos do professor Raoult, para recomendar o tratamento combinado de hidroxicloroquina e azitromicina assim que os primeiros sintomas do coronavírus aparecerem, para evitar a evolução de complicações respiratórias graves.

O ex-diretor científico do Instituto Nacional do Câncer da França, Fabien Calvo,o ex-presidente da Alta Autoridade Francesa de Saúde (HAS), Jean-Luc Harousseau, e o ex-diretor geral da Agência Nacional de Segurança de Medicamentos e Produtos de Saúde (ANSM), Dominique Maraninchi apontam o exemplo da Food and Drug Administration (FDA) dos EUA acabou seguindo este exemplo para pacientes hospitalizados ainda que eles não fossem parte de um ensaio clínico.

E justificam que “os casos de pacientes de Marselha relatados não mostram claramente a ocorrência de grandes efeitos colaterais relacionados ao tratamento, uando as regras de prescrição e contra-indicações são respeitadas.”

“Na ausência de qualquer outro tratamento disponível comprovadamente eficaz até o momento (mais de 200 ensaios terapêuticos registrados em todo o mundo), achamos legítimo, em vista dos resultados preliminares, estabelecer uma nova estratégia com, acima de tudo, acesso mais amplo a testes de diagnóstico para pacientes suspeitos de serem sintomáticos ou de terem entrado em contato com um paciente infectado,” dizem os médicos os Le Figaro.