“Não é ético” usar cloroquina, diz nota conjunta de universidades brasileiras

Pesquisadores rebatem uso do medicamento no tratamento contra o coronavírus

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Reprodução

A mudança no protocolo para o uso da cloroquina gerou impasse esta semana. Ontem (20), pesquisadores de quatro entidades alegaram que nenhum estudo apresentado até o momento comprovou a eficácia do medicamento contra o coronavírus.

Em nota emitida em conjunto, especialistas da Fiocruz, da USP, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e da Academia Nacional de Medicina, consideram “não ser mais ético fazer o uso do medicamento”.

Segundo sugerem os pesquisadores, alguns estudos alertam para o uso da cloroquina e da Hidroxicloroquina. “Nenhum estudo observacional publicado sugeriu claro benefício. Pelo contrário, vários indicaram potenciais malefícios”, afirmam.

A Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) se posicionou com cautela sobre a adoção dos medicamentos. “A ciência deve ser a luz que norteia um país e o mundo nas decisões médicas sobre tratamentos”, diz.- como aponta o jornal O Tempo.

Esta semana, o Ministério da Saúde incluiu a cloroquina e a hidroxicloroquina no tratamento de pacientes que apresentam sintomas leves. A prescrição dos medicamentos deve ser decidida pelos médicos e os pacientes também precisam concordar.