Início Saúde Mortes por Covid-19 desabam e jornalista destaca que pico ocorreu em maio

Mortes por Covid-19 desabam e jornalista destaca que pico ocorreu em maio

Cristina Graeml questiona divergência de dados e aponta que muitas morte podem ter ocorrido por pneumonia, infarto e AVC

-

A colunista Cristina Graeml, do jornal Gazeta do Povo, publicou um vídeo no qual contesta os registros oficiais de óbitos por Covid-19 divulgados pelo Ministério da Saúde em comparação com o Portal da transparência dos cartórios de Registro Civil. De acordo com os cartórios o número de vítimas fatais do coronavírus no Brasil é quase 70% menor.

“É o cartório que dá o atestado de óbito. Essa fonte não tem questionar porque se não é registrada no cartório a morte de uma pessoa a família não tem como fazer o enterro ou cremação”, explica.

Cristina destaca ainda em sua análise que pico da epidemia no país ocorreu em maio, e ainda assim não houve mais de mil mortes por dia em razão da Covid-19 como noticiado diversas vezes pela imprensa convencional. Os dados oficiais informados pelo Ministério da Saúde (MS) são registrados confirme a data de notificação dos estados e cidades ao órgão e, não necessariamente na data de óbito registrada no cartório.

“Se uma cidade passar 4 dias em fazer nenhuma notificação vai constar como se não houvesse morte nesse período. Se de repente ela apresenta, por exemplo, 80 mortes, na planilha do Ministério vai constar que 80 pessoas morreram naquele dia da notificação”, esclarece a colunista.

Pico da pandemia no Brasil

Segundo os dados indicados, no dia 29 de julho, por exemplo, foram notificadas 921 mortes oficiais por covid-19, enquanto os cartórios marcam 304 óbitos. Ademais, ao que tudo indica, o pico da epidemia no Brasil teria ocorrido em maio, período com média diária de 630 a 650 mortes. O quadro é agravado até o pico de 997 óbitos em 25 de maio e a partir de então regride:

“Entre o fim de maio e início de junho, morreram por dia mais de 900 pessoas e depois a queda foi gradual, então era o pico. Na 2ª e 3ª semana de junho, houve uma variável de 800 a 900 mortes e no final caiu para 700 e 800, mantendo-se até metade de julho. A partir de 22 de julho a queda começou a ser mais acentuada até o dia 29 com 304 mortes por dia”, diz.

As informações de ambas as plataformas são de acesso público. Outros dados de causa mortis também são detalhadas pelo portal dos cartórios, como mortes por infarto, AVC, insuficiência respiratória, que caíram drasticamente no 1º semestre de 2020 em comparação a 2019. Vítimas fatais de pneumonia, por exemplo, caíram de 90.052 pessoas para 61 mil, cerca de 30% menos que no ano passado.

WhatsApp Receba as notícias do Relevante