Israel descobre causa de coágulos sanguíneos fatais em pacientes com covid-19

Testes em animais já apontam uma possível solução, um medicamento chamado Colchicina

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Reprodução/Wikimedia

O Centro Médico da Universidade Hadassah, em Jerusalém, afirmam que coágulos sanguíneos que bloqueiam o fluxo de sangue para os rins, coração e cérebro, além dos pulmões, podem ser a causa de mortes de pacientes com coronavírus.

Segundo pesquisas, pelo menos 30% dos pacientes com coronavírus desenvolvem coágulos que faz com que as pessoas fiquem gravemente doentes e até chegarem ao óbito por terem um aumentado de proteína alfa-defensina no sangue, conforme explica o Dr. Abd Alrauf Higavi, especialista em coágulos há 30 anos.

“Pacientes com sintomas leves têm uma baixa concentração de alfa-defensina. Pacientes com fortes sintomas de doença têm altos níveis. As pessoas que morrem têm níveis muito altos.”

Mais de 700 amostras de sangue de 80 pacientes foram analisadas durante o primeiro pico do surto de coronavírus em Israel. Os resultados mostram que a alfa-defensina acelera a formação de coágulos sanguíneos, causadores de embolia pulmonar, ataques cardíacos e derrame.

O médico, entretanto, também aponta uma solução: a aplicação do medicamento chamado colchicina a pacientes com coronavírus. A colchicina é aprovada cientificamente e usada na prevenção e tratamento de gota (excesso de ácido úrico no sangue). Em testes feitos em camundongos, o remédio foi capaz de inibir a liberação de alfa defensina. A equipe aguarda aprovação para testá-lo em humanos.

“Os medicamentos disponíveis hoje no mercado de afinamento do sangue não atendem totalmente a essa coagulação, pois seu mecanismo difere dos mecanismos pelos quais esses medicamentos existem atualmente”, disse Higavi. “Os recursos devem ser desviados para encontrar um medicamento adequado para pacientes com coronavírus”.