Cientistas e acadêmicos brasileiros escrevem carta aberta sobre a “ciência” da pandemia de coronavírus

O texto critica a atuação negligente de famosos, “pseudo cientistas”, destacados pela mídia

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Reprodução/Conexão Política

Um grupo de 25 cientistas e acadêmicos brasileiros, que integram o movimento Docentes Pela Liberdade (DPL), escreveram uma carta aberta sobre a suposta “ciência” da pandemia de coronavírus. O texto critica a atuação negligente pautada por um presumido conhecimento científico, o qual ainda é muito obscuro no caso da Covid-19 devido suas peculiaridades.

O documento foi redigido pelo professor Marcos Eberlin, pesquisador de Química da Universidade Estadual de Campinas (Unicampi), que reprova a onda de famosos “pseudo cientistas” destacados pela mídia para maquear o conhecimento em favor do isolamento social e da condenação da hidroxicloroquina, porém muitos não teriam sequer experiência em combates de pandemias. E exemplifica:

“Simulações desastrosas apocalípticas do “Imperial College” – nome pomposo que nos remete à ideia de um centro de excelência e saber infalível, onipotente e inquestionável – são usadas para colocar todo mundo em casa, e para então comparar dados como sendo a referência absoluta da verdade. Mas que “ciência” seria essa? E quem, em nome dessa “ciência”, estaria autorizado a falar?”, escreveu o professor.

A divergência de opiniões é algo comum no ramo científico “por isso, falamos às vezes que: ‘comer ovos é ruim, aumenta o colesterol; às vezes que é bom, coma à vontade’. Raras são as situações em que alcançamos consenso em ciência, mesmo que provisório” explica.

Eberlin deixa claro que os cientistas devem atuar como seres céticos e questionadores, mas alerta para o cuidado em separar declarações de percepção pessoal e declarações em “nome da ciência”.

“Em tempos de pandemia, essa impossibilidade é maior ainda, pois enfrentamos um inimigo ainda pouco conhecido. Dados ainda estão sendo coletados, e as pesquisas são feitas por cientistas divididos por suas cosmovisões e preferências políticas e partidárias.”

O professor ressalta ainda que cloroquina é usada há bastante tempo pela comunidade médica e que estes profissionais conhecem suas dosagens e contraindicações. E completa:

“O embate científico inevitável entre teses fica nítido quando cientistas renomados por todo o mundo e no Brasil, defendem seu uso (da hidroxicloroquina) baseados em estudos e artigos, enquanto outros, também renomados e baseados nos mesmos e em outros estudos e artigos, a condenam. Inúmeros países como EUA, Espanha, França, Itália, Índia, Israel, Rússia e Senegal usam o fármaco no combate à covid-19, enquanto outros eximem-se em utilizá-lo como uma das estratégias para contenção da pandemia, apostando em táticas também controversas.”