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AstraZeneca suspende testes de vacina de Oxford contra covid-19

Anvisa, Ministério da Saúde e Fiocruz foram notificados

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A farmacêutica AstraZeneca notificou ao Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a suspensão dos testes globais da vacina contra covid-19. Em nota divulgada ontem (8), a assessoria de imprensa da pasta informou:

“O laboratório AstraZeneca anunciou a paralisação do seu estudo global para vacina covid-19. A decisão foi do próprio laboratório, que comunicou os países participantes sobre sua decisão. A Anvisa já recebeu a mensagem de suspensão enviada pelo laboratório, já que o Brasil é um dos países do mundo que participa do estudo global”.

A paralisação dos testes se deu devido a uma reação adversa séria em um dos participantes do estudo. A Anvisa aguarda mais informações para analisar os dados e se pronunciar oficialmente. O Ministério da Saúde disse que a suspensão temporária do estudo tem regras definidas em protocolo e baseadas em padrão internacional.

“Trata-se de procedimento padrão de avaliação de segurança durante a realização de estudos clínicos para investigar a causalidade, ou seja, a relação entre o evento adverso e a administração da vacina”, afirma a nota da pasta.

AstraZeneca

A farmacêutica AstraZeneca emitiu comunicado afirmando que “esta é uma ação de rotina que deve acontecer sempre que houver uma doença potencialmente inexplicada em um dos ensaios, enquanto ela é investigada, garantindo a manutenção da integridade dos ensaios.”

E completou: “Em grandes ensaios, as doenças acontecerão por acaso, mas devem ser revisadas independentemente para verificar isso com cuidado.”

Vacina

A vacina desenvolvida em parceira com a Universidade de Oxford, do Reino Unido, é uma das principais apostas do governo brasileiro para a imunização contra a covid-19 no país. Um acordo prevê a compra de 30 milhões de doses da vacina, com entrega em dezembro deste ano e janeiro do ano que vem, e a possibilidade de aquisição de mais 70 milhões se a vacina tiver eficácia e segurança comprovadas.

Além disso, o acordo inicial prevê a transferência da tecnologia desenvolvida pela Universidade de Oxford e pelo laboratório AstraZeneca para produção local na Fiocruz, com previsão do ministério de início ainda no primeiro semestre de 2021.

O estudo no Brasil envolve cinco mil voluntários e, segundo a Universidade Federal de São Paulo, através do Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (Crie/Unifesp), “avança como o esperado”.

“Muitos já receberam a segunda dose e até o momento não houve registro de intercorrências graves de saúde. Mas o estudo clínico da fase 3 da vacina de Oxford foi temporariamente pausado em todos os centros que participam dessa etapa, inclusive o Brasil”, afirma a instituição.

FONTECNN
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