110 países querem investigar início do coronavírus na China

Até o momento, os EUA não entraram no acordo por exigirem a adoção de uma abordagem mais rígida

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Reprodução/CNN

Mais de 110 países manifestaram apoio a uma investigação independente sobre a origem do surto de coronavírus. A Austrália foi a primeira a exigir uma apuração detalhada e, agora com a união de nações da Europa, foi lançado um projeto de resolução pedindo uma “avaliação imparcial, independente e abrangente sobre a resposta internacional da saúde ao COVID-19”.

O documento está sendo distribuído entre diplomatas para ser apresentado nesta semana durante a Assembléia Mundial da Saúde, órgão da Organização Mundial da Saúde (OMS). A execução depende aprovação de dois terços da assembléia de 194 membros.

O ministro da Saúde da Austrália, Greg Hunt, afirmou que apesar da proposta original ter sido suavizada, o texto é “forte o suficiente para garantir uma investigação adequada e completa”, afirmou à ABC News.

A China se opôs ferozmente desde o pedido inicial de investigação da Austrália, impondo até mesmo sanções tarifárias ao país. O governo chinês afirmou que ainda é muito cedo para iniciar uma investigação desse tipo, apesar da atual moção não mencionar especificamente a China ou a cidade de Wuhan, epicentro do surto que causou o fechamento de parte da economia global.

Os EUA, embora tenha cancelado o financiamento da OMS sob acusação de ser muito branda com a China e aceitar sua desinformação quando a doença começou a se espalhar, não demonstraram apoio a esta moção. Diplomatas americanos querem a adoção de uma linguagem mais rígida, exigindo uma investigação focada na origem do vírus na cidade de Wuhan.

Porém, o porta-voz da União Europeia para assuntos externos, Battu-Henriksson disse que a UE está concentrada em “realmente se reunir e encontrar uma solução que seja viável para todos”. “Para nós, não é o momento de entrarmos em nenhum tipo de jogo de culpa, como vimos nas narrativas de uma parte ou de outra do mundo”, disse ela.