Wassef diz que Queiroz seria morto para incriminar família Bolsonaro

O advogado afirma que abrigou ex-assessor, mas não cometeu ilegalidades e sim, salvou sua vida

229
Reprodução/Estadão

O ex-advogado do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) Frederick Wassef afirmou que abrigou Fabrício Queiroz em sua residência em Atibaia (SP) porque recebeu informações de que o ex-assessor seria assassinado e tentariam incriminar a família Bolsonaro “em uma suposta queima de arquivo para evitar uma delação.”

Em entrevista à revista Veja, Wassef afirma que ficou sensibilizado com estado de saúde do ex-assessor parlamentar e garante que o presidente Jair Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro não tinham qualquer tipo de conhecimento sobre a localização de Queiroz, que é investigado pela Polícia Federal em um suposto esquema de “rachadinha” enquanto trabalhou no gabinete Flávio, na época deputado estadual.

“Eu tinha a minha mais absoluta convicção de que ele seria executado no Rio de Janeiro. Além de terem chegado a mim essas informações, eu tive certeza absoluta de que quem estivesse por trás desse homicídio, dessa execução, iria colocar isso na conta da família Bolsonaro.”

Wassef considera que salvou a vida de Fabrício e que não cometeu ilegalidades. Segundo ele, o assassinato do ex-assessor seria parte de uma fraude, e usa como exemplo o caso relacionado ao depoimento do porteiro do condomínio do presidente no caso Marielle.

“Algo parecido com o que tentaram fazer no caso Marielle, com aquela história do porteiro que mentiu,” disse.