Suíça irá julgar suspeitos da Lava Jato pela primeira vez

Ministério Público suíço abriu acusação por “cumplicidade” no pagamento de propinas a funcionários públicos estrangeiros

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Reprodução/GGN

Após cinco anos trabalhando em cooperação com o governo brasileiro nas investigações da operação Lava Jato, a Justiça da Suíça irá julgar os suspeitos de participação no maior esquema de corrupção do Brasil.

O sistema envolve mais de mil contas secretas no país europeu e o primeiro caso começará a ser julgado no final de janeiro. A acusação trata de “cumplicidade” no pagamento de propinas que chegam a US$ 35 milhões a ex-diretores da Petrobras, entre 2007 e 2014.

A identidade do réu não divulgada, ele ainda será julgado por lavagem de dinheiro de mais de 1 milhão de euros e 500 mil dólares, entre outros crimes.

A ação da justiça suíça é algo inédito desde o início do processo entre 2014 e 2015 no Brasil. Num total, 20 bancos locais foram investigados e quatro instituições financeiras recebeu multas punitivas.

O Ministério Público da Suíça, ainda multou a empresa Andrade Gutierrez, no final de 2019, em 2 milhões de francos suíços e exigiu uma indenização de 17 milhões, sob justificativa de que a empresa não tomou “todas as medidas organizacionais necessárias e razoáveis” para impedir o pagamento de propina aos executivos da Petrobras através das contas no país, informa o UOL.