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Stálin não foi a reencarnação de Lúcifer, diz historiador que influenciou Caetano Veloso

Jones Manoel, do PCB, defende legado do ditador comunista Josef Stálin e prevê nova onda marxista mundial

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Em entrevista a Pedro Bial, o cantor e compositor Caetano Veloso revelou no último dia 5, ter abandonado o liberalismo por influência do historiador pernambucano Jones Manoel, militante do PCB e autor de livros sobre marxismo.

Ao defender um regime ditador, Jones reconhece os crimes do governo, mas também ressalta avanços e reafirma os elogios a Josef Stálin, ditador comunista. Em entrevista, Jones se declara não stalinista, mas defende o governo e rebate as críticas ao seu posicionamento.

“Não se pode reduzir a experiência soviética a um mero reino de terror. O terror existiu, a repressão existiu. Mas o governo de Stálin combateu de maneira firme o racismo e o colonialismo. A URSS também teve papel fundamental na construção de direitos econômicos, sociais, no que depois vai ser generalizado no rótulo de Estado de bem-estar”, disse.

E acrescentou afirmando que não se trata de qualquer apologia que: “Se hoje eu tenho direito de voto e direitos civis, deve-se fundamentalmente ao papel do movimento comunista.”

O historiador tem sofrido críticas da própria esquerda por resgatar Stálin e abrir brecha para críticas da direita relacionando o socialismo a algo sempre autoritário, mas ele afirma que todos governos moderados de esquerda, foram derrubados em um banho de sangue e por isso defende que “a classe trabalhadora deve usar qualquer meio necessário para conseguir seus objetivos.”

“Stalin não foi um anjo, não foi a reencarnação de lúcifer, ele foi o mais exímio continuador do Marxismo-leninismo dentro da URSS, seu contribuidor assíduo e o responsável pelo anseio revolucionário em diversas nações oprimidas na África, Ásia e nas Américas. Seu legado merece mais respeito e o povo merece um partido que represente uma real vanguarda do povo, de um partido que não tem medo de exaltar as conquistas do povo e dos líderes populares. Devemos reconstruir o partido comunista”, defendeu.

Segundo ele, uma nova onda marxista está ganhando força, crescendo principalmente entre os jovens. “No Brasil, não tanto nesse momento mais imediato, mas várias pesquisas na França, Inglaterra e EUA mostram como a juventude é cada vez mais simpática à palavra socialismo. A gente vive num sistema capitalista, democracia liberal, que tem uma série de promessas e não entregou nada. Isso faz com que essa juventude vá procurar alternativas.”

FONTEUOL

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