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Ryan Hartwig acusa Facebook de conspirar contra conservadores

Ex-funcionário do Facebook denuncia filtro político-ideológico a fim de promover a censura

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Em entrevista, o ex-funcionário do Facebook Ryan Hartwig reforça uma série de denúncias contra a rede social. O americano trabalho por dois anos como moderador de conteúdo e revela a existência de ideais político-ideológicos usados para conspirar contra perfis conservadores restringindo seus conteúdos.

Hartwig era responsável por revisar e apagar grupos, páginas, comentários e vídeos em toda a América Latina. Ele que gravou secretamente a “corrupção e censura que ocorria dentro do Facebook durante meses e com a ajuda da organização chamada Project Veritas publicou um vídeo expondo a rede social. Segundo ele, há ações distintas quando são abordados temas de esquerda ou de direita.

“Eles dão exceções ao discurso de ódio a certos indivíduos. Por exemplo, Don Lemon é um repórter da CNN e disse que ‘os homens brancos são a maior ameaça terrorista no país’. Isso viola a política de discurso de ódio do Facebook, mas o Facebook deu uma exceção para permitir isso. Eu consideraria o Facebook uma instituição de esquerda.”, conta ao Conexão Política.

Questionado sobre a influência da rede social nas eleições, Hartwig afirma que o Facebook tem um grande interesse nas eleições em todo o mundo. E após a eleição de Donald Trump passou a investir mais em moderadores de conteúdo. “Queriam saber o que as pessoas estavam falando nos EUA e isso mostra que as eleições de 2016 eram uma prioridade, e eles queriam saber o que estava acontecendo nos períodos intermediários de 2018 para se preparar para 2020.”

Hartwig também expõe, em uma carta conjunta com Zach McElroy (ex-Facebook) e Zach Vorhies (ex-Google), a perseguição a apoiadores do presidente Donald Trump e um conluio entre o Supremo Tribunal Federal e a plataforma para restringir perfis e conteúdos conservadores, para explicitar que a censura “infectou o mundo”.

O ex-funcionário explica que “se a política do discurso de ódio for projetada para rotular os apoiadores de Trump como racistas, estaríamos excluindo mais conteúdo dos apoiadores de Trump. Qualquer coisa que eles disserem seria considerado discurso de ódio.” E o mesmo poderia acontecer no caso do presidente Jair Bolsonaro.

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