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Previsões de Bolsonaro sobre efeitos da pandemia se concretizam

Desde o início do surto no Brasil, presidente alertou sobre consequências vivenciadas hoje por milhares de brasileiros e ignoradas por autoridades e pela imprensa

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Desde o início da pandemia de coronavírus no Brasil, o presidente Jair Bolsonaro alertou sobre a possibilidade de crescimento exponencial da fome, desemprego e milhares de vidas que poderiam ser perdidas por casos de depressão e suicídios devido do confinamento social.

Infelizmente, as previsões do chefe do Executivo foram se confirmando conforme as medidas adotadas pelo judiciário e pelos estados se tornaram mais rígidas e o acesso à medicação se tornou moeda política.

“Se o emprego continuar sendo destruído da forma como está sendo, mortes virão. Outras, por outros motivos. Depressão, suicídio, questões psiquiátricas”, afirmou Bolsonaro ainda em abril. Ele alertou para as manobras que seriam usadas para perpetuar a corrupção:

“Quando a situação vai para o caos, como desemprego em massa, fome, problemas sociais, é um terreno fértil para os aproveitadores buscarem uma maneira de chegar ao poder e não mais sair dele”, alertou o presidente.

Suplementação de vitaminas

No mesmo mês, ciente dos efeitos causados pelo confinamento no organismo e na imunidade, Bolsonaro zerou o imposto sobre zinco e vitamina D, medicamentos que também auxiliam no tratamento de pacientes com Covid-19. A hidroxicloroquina e azitromicina, além de uma lista de produtos com álcool, água oxigenada, gaze e entre outros, também tiveram taxação zerada neste período.

A medida teve baixo reconhecimento da imprensa. A suplementação com zinco e vitamina D foi descrita duvidosa pelo bordão da “não comprovação científica”. Segundo a imprensa tradicional, “houve boatos de uma resposta salvadora: a vitamina D”. Mas “sociedades científicas e autoridades de saúde alertavam que não havia evidências científicas que sustentassem a defesa do reforço de vitamina D como medida proteção contra a nova doença.”

Em meados de agosto constatou-se que o percentual de infectados com falta de vitamina D foi maior do que aqueles sem a deficiência do composto. Agora sem citar a contribuição de Jair Bolsonaro, a mídia passou a reconhecer sua eficácia para a prevenção da Covid-19.

Desemprego e fome

Em maio, Bolsonaro voltou a afirmar que “o desemprego, a fome e a miséria será o futuro daqueles que apoiam a tirania do isolamento total”. Apenas 4 meses depois mais de 12,3 milhões de pessoas estão sem emprego. De julho para agosto, a taxa aumentou 3,7%, segundo Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Covid-19 mensal (Pnad Covid-19), do IBGE.

Ainda de acordo com dados do IBGE, desde o início da epidemia, cerca de 716 mil empresas fecharam as portas no Brasil. O setor de comércio (39,4%) e serviços (37%) foram os mais afetados. Cerca de 99,8% dos negócios de pequenas empresas que não voltarão a abrir depois da crise.

O presidente da República chegou pedir a governadores para reverem as políticas de isolamento a fim de evitar milhares de mortes devido a fome. “Tem que reabrir, nós vamos morrer de fome, a fome mata. Então, pessoal, o apelo que eu faço aos governadores, revejam essa política, estou pronto para conversar, vamos preservar vida, vamos, dessa forma o preço lá na frente serão centenas de vidas que vamos perder”, disse.

Em julho, a ONG Oxfam International, com base em dados das Nações Unidas (ONU), avaliou que 12 mil pessoas por dia irão morrer por causa de fome provocada pela pandemia do novo coronavírus. No mundo, esse número pode chegar a chegará a 37 mil por dia.

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