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O Jornal Nacional se consolidou como um programa de fofoca

Pedro Delfino analisou a participação do Presidente Jair Bolsonaro na Globo: "Eles chegam numa sabatina dessas com tudo desenhado milimetricamente para tentar expor Bolsonaro sem deixar transparecer que eles estão tomando partido"

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Repararam nas atuações da jornalista Renata Vasconcelos na hora de fazer as perguntas? Pausas profundas, viradinha de cabeça, olhos apertados quase lacrimejando, um drama visivelmente colocado para sensibilizar o telespectador contra o Presidente. Deve estar querendo sair do Jornal Nacional e cavar uma vaguinha nas novelas.

Telespectadores da Globo, cegos que estão, não conseguem ver que os entrevistadores interrompiam a todo momento que Bolsonaro começava a citar pontos positivos e conquistas do seu governo. Para não dar palanque para o Presidente e continuar a tentativa de desgaste, eles mudavam de assunto e não o deixavam falar de nenhum assunto bom, sempre voltando às picuinhas menores.

Lacração dos “jornalistas”

Uma pessoa que tem o hábito de usar o verbo lacrar sem ser para expressar a ideia de selar alguma coisa com lacre já demonstrou que está com a inteligência corrompida a ponto de não ser capaz de discernir entre uma fala realmente boa e uma outra que PARECE boa mas que na verdade está cheia de falhas, sejam elas lógicas ou factuais.

É muito fácil aparentar uma vitória em debate aos olhos de uma audiência que não entende do assunto em questão. Schopenhauer já havia definido estratagemas para isso.

No fundo, a grande maioria das pessoas não analisa o conteúdo do que está sendo dito, mas sim QUEM está dizendo o que; e reagem favoravelmente ou não de acordo com a sua simpatia prévia ao debatedor A ou B.

Bolsonaro ganhou mais eleitores?

Esses momentos assim são as únicas situações em que boa parte da população consegue ver o Bolsonaro falando sobre alguma coisa na íntegra, sem intermediários. O resto do mandato inteiro, eles só ouvem sobre ele da boca de pessoas que o odeiam.

É claro que essa lavagem cerebral contínua faz com que a maioria chegue já condicionada a também odiá-lo e a discordar de tudo o que ele diz sem sequer avaliar o que está ouvindo. Porém, sempre existe uma parcela que reflete. Não tem como ele perder um eleitor numa entrevista dessas porque quem vota nele já o conhece bem o suficiente. Portanto, ele só tem a ganhar e certamente alguma coisa ele ganhou.

Mas acredito que qualquer aparição dele que tenha a oportunidade de falar ao vivo é importante. Iniciativas como as idas aos Podcasts Flow e Rica Perrone são mais úteis do que a do JN.

Reprodução/TV Globo

Voto dos indecisos

Os indecisos não possuem todos a mesma personalidade e nível intelectual. Diante de uma entrevista dessas, alguns vão parar para refletir e outros não. Terão reações diferentes.

Isso é bom para o Bolsonaro porque alguns eleitores a mais ele certamente ganha a cada aparição como essa. Não tem como ele perder eleitores porque os seus eleitores já o conhecem e já estão fechados com ele. Só dá para ganhar, então certamente ele ganhou uma parcela dos indecisos.

Os “jornalistas” se acham o 4° poder da República

O poder moderador responsável por intervir quando achar que deve e ditar os rumos da nação. Eles chegam numa sabatina dessas com tudo desenhado milimetricamente para tentar expor o Bolsonaro sem deixar transparecer que eles estão tomando partido.

A boa notícia é que eles são incompetentes e sempre falham. O Bolsonaro é um sujeito invencível no debate. Primeiro porque ele está do lado da verdade e isso já o coloca em grande vantagem e depois porque ele tem o pensamento rápido para inverter e direcionar a questão pra onde lhe é favorável.

Percebam: toda vez ele fazia isso e ao Bonner cabia apenas a estratégia de interrompê-lo tentando mudar de assunto (“próxima pergunta”) antes que ele se consagrasse de vez diante dos telespectadores.

Será que na sabatina com Lula irão perguntar porque falou ainda bem q a natureza criou o COVID? Ou então sobre a que ele falou recentemente: “Quer bater em mulher? Vá bater em outro lugar!” hahahahaha sério. Eu acho graça porque se fosse o Bolsonaro dizendo isso já teria virado uma febre no Brasil inteiro a campanha “Não Merecemos Apanhar em Lugar Nenhum”, hashtags, no Twitter, filtros de Facebook, cartazes pelos postes das cidades, videozinhos de artistas indignados. MAS, é o Lula, né? O Lula pode.

Tem tantas coisas que deveriam perguntar ao Lula. Eu acho que a mais importante de todas seria a seguinte: “Candidato, o senhor está aqui no Jornal Nacional, na sede da maior empresa de telecomunicação e jornalismo do Brasil, o senhor poderia explicar por que nós deveríamos te dar o direito de se expressar livremente nessa entrevista tendo em vista que o senhor já prometeu NOVE vezes depois que saiu da cadeia que regularia a imprensa e a internet? O senhor não acha que dar voz a um discurso em prol da censura como esse seria jogar contra a nossa própria liberdade O INFERNO de exercer a profissão?

Não temos jornalismo, temos militância jornalística

Não temos uma Suprema Corte, temos ativismo judicial. Não temos um sistema de educação, temos um sistema de doutrinação.

É assim que você percebe que o Presidente da República é apenas uma bela cereja no topo de um bolo podre e que, apesar de estar no poder, o poder de fato não está com ele. Temos muito trabalho pela frente para reverter isso.

Falando de um cenário sem a hipótese de fraude, o Bolsonaro se elege facilmente. O problema é que, com o sistema eleitoral que temos, jamais podemos ter essa tranquilidade até que saia o resultado.

Polarização

O “dividir para conquistar” é uma estratégia da esquerda usada na luta de classes, que divide a sociedade em diversos grupos de interesse e minorias: mulheres, negros, gays, trans, índios, pobres, nordestinos etc. E colocam todos eles contra o patriarcado opressor, branco, hétero e cristão a fim de gerar o choque social de onde sairá a revolução.

A polarização é diferente. Esse é um processo natural de uma sociedade que acordou. Antes, não tinha polarização. Por quê? Porque todo mundo estava dormindo ainda e era enganado pelo sistema. A partir do momento em que uma legião de pessoas despertam para isso e se levantam contra, surge a polarização contra aqueles que ainda estão em berço esplêndido e que, doutrinados pelo sistema, saem em defesa dele.

Fé e política

É doutrina da Igreja que o cristão DEVE participar da política. Quem se omite está sendo conivente e contribuindo com o avanço das ideologias malignas que visam destruir a ordem social e levar as almas para o inferno.

Somos responsáveis enquanto sociedade por cada criança abortada, por cada adolescente que entra para as drogas, por cada criança que vira gay por influência da escola, por cada pai de família que é morto a tiros no sinal, por cada pessoa que morre na fila do hospital, por cada bandido que é solto da cadeia… Se não nos sentirmos responsáveis por todas essas desgraças que a esquerda vem alimentando no país, seremos como Pilatos que lavou as mãos diante da injustiça e achou que aquilo não era problema dele.

A nossa omissão levou o país a essa situação. Só a nossa participação ativa é que pode salvá-lo disso agora.

Pedro Delfino é especialista em História da Civilização Ocidental e História da Igreja Católica; autor do livro Mentalidade Atrasada, Nação Fracassada (que aborda temas como História, Filosofia e Política); do Curso de História Geral da Civilização Ocidental, do Curso de Excelência Catholica, do livro Via Sancta e é co-Fundador do Movimento Brasil Conservador.
contato
Instagram @phdelfino
E-mail: contato@phdelfino.com

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