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“Nem Moro nem Celso de Mello refletiram sobre o palanque que armaram sem querer”, diz Alexandre Garcia

Em artigo, jornalista avalia divulgação de vídeo da reunião ministerial: “Mostrou que ele governa com energia, cobra, critica a equipe, diz palavrões, quer o cumprimento das promessas de campanha e exige que o time todo tenha na cabeça os princípios e valores do chefe do governo”

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Um recente artigo do jornalista Alexandre Garcia ganhou grande repercussão nos últimos dias na internet. Intitulado de “Palanque Imprevisto”, o texto veiculado em diversos jornais pelo Brasil, avalia o conteúdo da reunião ministerial do dia 22 de abril, que foi apontada por Sergio Moro como uma possível prova contra o presidente Jair Bolsonaro. Na avaliação de Garcia, a divulgação deixou o ex-ministro “constrangido” e marcou um reencontro de Bolsonaro com seus eleitores.

Ao questionar a liberação da íntegra do vídeo, o jornalista considera: “Fica a pergunta: a quem interessava? A Sérgio Moro, que apareceu constrangido, cobrado pelo Presidente, e até vexado pela Ministra Damares? Havia algum objetivo do Ministro Celso de Mello na exposição pública de uma reunião interna de governo, entre quatro paredes? Já não bastaria a Justiça ter tido acesso para checar insinuações do ex-ministro?”.

A divulgação da reunião foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Celso de Mello. Segundo Moro, a gravação comprovaria que Bolsonaro tentou, supostamente, interferir na Polícia Federal. No entanto, para o jornalista, o vídeo favoreceu o presidente.

“A divulgação do vídeo acabou em piadas. Uma delas diz que Celso de Mello se tornou marqueteiro de Bolsonaro. Outra, que a Justiça Eleitoral mandaria recolher o vídeo por propaganda eleitoral antecipada.”

O jornalista sugere que a gravação reforça os posicionamentos e valores defendidos pelo presidente. “[…] Mostrou que ele governa com energia, cobra, critica a equipe, diz palavrões, quer o cumprimento das promessas de campanha e exige que o time todo tenha na cabeça os princípios e valores do chefe do governo. E nem se pode acusá-lo de palanqueiro, porque suas falas não eram para ser divulgadas.”

“Nem Moro nem Celso de Mello refletiram sobre o palanque que armaram sem querer”, finaliza o jornalista.

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