Malafaia acusa Fachin de “preconceito e perseguição religiosa”

Pastor diz que ministro do Supremo foi “inescrupuloso” ao propor cassação do mandato por abuso de poder religioso

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Reprodução/JM Notícias

O pastor Silas Malafaia se revoltou com a proposta do ministro, Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, para estabelecer a cassação de mandato em casos de abuso de poder religioso. Segundo Fachin em função da definição de Estado é laico “as manifestações do exercício religioso não podem incidir, negativamente, sobre a esfera das liberdades pessoais”.

Em resposta, Malafaia decidiu publicar um vídeo em seu canal no YouTube para esclarecer que somente em razão da Reforma Protestante foi possível o “nascimento dos direitos fundamentais” e a separação entre Estado e religião.

“O Estado é laico, mas não é laicista, ou seja, ele não é contra a religião. Foram os ensinos de Cristo que produziram como ninguém ecos profundos na consciência humana. Foi a sua força moral que produziu e contribuiu para o aprimoramento das instituições religiosas e sociais. Querer separar crenças e valores de uma pessoa das suas convicções é impossível. É só olhar para o mundo ocidental,” disse Malafaia.

O pastor acusa o Fachin de preconceito e perseguição religiosa e classificou a postura do ministro como “um jogo nojento e inescrupuloso” numa “tentativa de cerceamento do pensamento conservador”.

“Eu apelo aos ministros do Tribunal Superior Eleitoral que rejeitem essa aberração que não passa de um preconceito e perseguição religiosa. Que Deus nos livre desses conceitos esquerdopatas que estão na nossa nação e que venham tempos de liberdade, bênção, paz e prosperidade para o Brasil,” concluiu.