Geraldo Alckmin vira réu por corrupção, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro

Ex-governador é acusado de receber propina no valor de R$ 11,3 milhões da Odebrecht

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Denis William/PSDB

O ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) passa a ser réu pelos crimes de falsidade ideológica eleitoral (caixa dois), corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A Justiça Eleitoral de São Paulo aceitou, ontem 30, a denúncia por recebimento de propina no valor total de R$ 11,3 milhões da Odebrecht durante as campanhas ao governo de SP de 2010 e 2014.

O dinheiro não foi registrado nas prestações de contas de Alckmin à Justiça eleitoral. O Ministério Público entende que a promotoria reuniu indícios suficientes de autoria e materialidade dos supostos crimes.

Além de identificadas planilhas de controle de pagamentos e dos sistemas da Odebrecht, e-mails, transcrições de áudios de gravações e análises de quebra de sigilo telemático, três delatores do grupo empresarial indicaram negociações com ex-governador, que segundo eles, respondia por codinomes como ‘pastel, ‘pudim’ e ‘bolero’.

A defesa de Geraldo Alckmin alega que ‘a denúncia ora recebida pelo Poder Judiciário dará a oportunidade que foi até agora negada ao ex-governador Geraldo Alckmin de se defender e de contraditar as falsas e injustas acusações de que está sendo vítima e, principalmente, de provar a sua improcedência’.