“Estou em comunhão com o presidente”, diz novo secretário especial de Cultura

Deputado Eduardo Bolsonaro entrevistou Mario Frias. Ele tomou posse no cargo na última terça-feira (23)

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Reprodução/YouTube

O novo secretário especial de Cultura, Mario Frias, foi entrevistado pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro em seu canal no YouTube. Frias tomou posse na última terça-feira (23) em substituição à Regina Duarte.

Mario revelou que durante um longo período se sentiu como um ET no meio artístico devido à forte ideologia alinhada aos valores de direita. O ex-ator garantiu que está no comando da pasta para trabalhar pelo setor cultural e não por questões financeiras. Ao criticar a imprensa e ele afirma que está em comunhão com o presidente Jair Bolsonaro.

“Não tenho ambições políticas. Estou aqui para fazer um trabalho executivo, não tenho obrigação de babar ovo. Estou num lugar onde eu gosto de estar”, disse. “Não assisto jornal e nem leio notícia porque acho um desperdício de tempo. Quando quero alguma informação eu vou às redes sociais dos ministros que estão fazendo um excelente trabalho. Acompanho a rede social dos deputados e senadores que eu votei. O presidente é um representante do povo e eu estou em comunhão com meu presidente.”

O novo secretário também assegurou que a lei de incentivo à cultura (Lei Rouanet) é fundamental para um país que se preocupa em democratizar a cultura e pretende entender os aspectos legais de sua composição para poder fazer uma auditoria sobre a aplicação dos recursos pelos chamados “barões da Lei Rouanet”. Sobre o auxílio emergencial ele declara que ninguém quer ‘esmola’.

“Os artistas não querem esmola. A maioria dos caras que tocam violão na rua estão querendo trabalhar. O cara não está satisfeito em receber o auxílio. Vamos tentar que essas verbas cheguem a quem precisa.”

O atual secretário já tem em mãos projetos em prol da Cultura e também já se reuniu com a Agência Nacional do Cinema (Ancine), com os ministros Fábio Faria (Comunicações), Marcelo Álvaro Antônio (Turismo), Damares Alves (Direitos Humanos) e com o presidente da Embratur, Gilson Machado Neto.