Política E se o PT voltasse ao poder?

E se o PT voltasse ao poder?

"Como seria, então, um cenário de volta do PT ao poder? Será que podemos simplesmente lembrar de como as coisas eram no período 2003-2016 e trazer isso para os tempos atuais?", questiona Pedro Delfino em novo artigo

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Muitos têm se perguntado como seria um governo petista 2.0, numa eventual volta ao poder nas eleições do ano que vem. Nessa declaração, Lula já indica uma futura medida que vai tomar caso seja eleito: a regulamentação da mídia. Para ele, não basta que a grande mídia seja inteiramente de esquerda e atue como o setor de Relações Públicas do partido, ele quer ir além e silenciar o único espaço onde a verdade tem conseguido se impor: a internet.

É única e exclusivamente por causa da liberdade de expressão que temos na internet que a Era PT foi interrompida pela onda conservadora que se formou a partir de 2014. A verdade ainda respira, mas o Lula quer desligar os seus aparelhos para que, numa eventual volta ao poder, episódios como o impeachment da Dilma e a eleição do Bolsonaro JAMAIS voltem a acontecer de novo.

Como seria, então, um cenário de volta do PT ao poder? Será que podemos simplesmente lembrar de como as coisas eram no período 2003-2016 e trazer isso para os tempos atuais?

Vejamos:

Naquela época, a estratégia petista era de usar a economia brasileira como a galinha dos ovos de ouro, responsável por financiar os projetos continentais do Foro de São Paulo, investindo no fortalecimento do bloco comunista por meio dos governos vizinhos, de Cuba, Venezuela, Bolívia, El Salvador, Equador, Colombia, Uruguai, Argentina etc. A chamada “guinada à esquerda” que aconteceu na América Latina, com praticamente todos os países do continente elegendo presidentes de esquerda, somente foi possível porque o Foro de São Paulo tinha conseguido levar o seu fundador e líder, o Lula, à presidência do país mais rico da região, o Brasil.

Foi nesse contexto em que surgiram os esquema de corrupção astronômicos que tiraram centenas de bilhões dos cofres públicos diretamente para o caixa 2 do Partido.
A motivação de toda essa roubalheira nunca foi ficar rico, ostentar, comprar mansões e Ferraris, embora tivesse sobrado dinheiro para fazer isso também.

O principal motivo da corrupção sistêmica que o PT instalou no país foi usar um montante surreal de dinheiro para tornar a disputa com os outros partidos desigual, se perpetuar no poder indefinidamente e ir aos poucos construindo o sonho comunista da Pátria Grande latino-americana, uma resposta à queda do Bloco Soviético do Leste Europeu, que, aliás, era o modelo inspirador dos planos do Foro nas palavras do próprio José Dirceu.

Portanto, nessa fase do projeto onde se deu o mandato de Lula e Dilma, se o PT radicalizasse as coisas por aqui, isso produziria um estrangulamento econômico que faria secar a fonte de recursos necessária para manter o plano de pé.

Eles precisavam que o Brasil estivesse bem e em pleno crescimento para que tudo funcionasse; e foram colocando as manguinhas de fora mais na parte cultural e social (avançando a agenda progressista), do que na econômica e estrutural, muitas vezes se aliando aos banqueiros e megaempresários, o que levava os partidos de esquerda ainda mais radical à loucura.

Porém, eles mesmos perderam a mão no tanto que podiam roubar e, a partir de um certo ponto, a coisa começou a desandar. Os bilhões que saíam dos cofres públicos e das estatais começaram a fazer falta, as pessoas começaram a dar notícia do que estava acontecendo, a Petrobras praticamente foi à falência, a nossa economia entrou em queda-livre e foi aí que tudo começou a degringolar como numa sequência de dominó em que uma peça vai derrubando a outra.

Depois que o impeachment já havia se concretizado e os petistas estavam devidamente desmoralizados, porém, o Diretório Nacional do PT lançou uma resolução emblemática, de nome “Resolução Sobre Conjuntura” (em 17 de maio de 2016), fruto de um debate interno que eles organizaram sobre os erros cometidos nesse período. Poderíamos esperar que eles se dissessem arrependidos pela corrupção ou algo do tipo, mas, não.

O texto diz que eles foram “descuidados com a necessidade de reformar o Estado, o que implicaria impedir a sabotagem conservadora nas estruturas de mando da Polícia Federal e do Ministério Público Federal; modificar os currículos das academias militares; promover oficiais com compromisso democrático e nacionalista; fortalecer a ala mais avançada do Itamaraty e redimensionar sensivelmente a distribuição de verbas publicitárias para os monopólios da informação”.

Esse foi o mea-culpa deles! Ou seja, o que eles deveriam ter feito de diferente (e que eles com certeza farão, se voltarem ao poder) é:

1- reformar a estrutura do Estado;
2- promover membros da Polícia Federal e Ministério Público que sejam de esquerda, ao mesmo tempo em que se reprime os de direita;
3- reformar as Forças Armadas, desde o currículo das academias até a promoção dos oficiais, visando mudar o perfil ideológico da instituição;
4- colocar em prática a mesma reformulação no Itamaraty, para adequar a política externa brasileira aos ideais de esquerda, alinhando o Brasil com as nações de mesmo perfil ideológico (China, Cuba, Rússia, Irã, Venezuela, Argentina etc.) e se afastando das nações desenvolvidas;
5- investindo ainda mais em publicidade nos monopólios da informação, ou seja, nos grandes conglomerados de mídia, para garantir que eles se mantenham fiéis e evitar que noticiem os crimes e os escândalos do governo.

Essa resolução exprime aquilo que pensa a cúpula petista sobre os erros do passado e, como eu disse, é um documento que nos permite visualizar como seria uma Era PT 2.0: com Polícia Federal e Forças Armadas dominadas pelo partido, o estamento burocrático com um filtro ideológico que impede conservadores de progredirem na hierarquia e premia os esquerdistas, além de uma mídia ainda mais subserviente e comprada do que já temos. Portanto, não caiam no erro de acreditar que eles seriam moderados como foram da primeira vez. Se eles voltarem, vai ser para nunca mais sair! E vão colocar todo o establishment, que, hoje, está contra o Bolsonaro (mídia, STF, Congresso, TSE etc.) para trabalhar em prol desse objetivo.

Pedro Delfino é especialista em História da Civilização Ocidental e História da Igreja Católica; autor do livro Mentalidade Atrasada, Nação Fracassada (que aborda temas como História, Filosofia e Política); do Curso de História Geral da Civilização Ocidental, do Curso de Excelência Catholica, do livro Via Sancta e é co-Fundador do Movimento Brasil Conservador.
contato: Canal no Telegram / Instagram @phdelfino / E-mail: contato@phdelfino.com


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