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Deputado critica ministra Carmen Lúcia por conluio contra Bolsonaro

Daniel Silveira afirma que as queimadas na Amazônia são consequência das ações do STF e não do chefe do Executivo

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O deputado federal Daniel Silveira criticou a ministra Carmen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), em seu último vídeo publicado ontem (7). Para ele, a determinação da ministra para que o presidente Jair Bolsonaro preste esclarecimentos sobre a presença das Forças Armadas na Amazônia deixa claro que o sistema político se voltou contra o chefe do Executivo.

Daniel Silveira afirma que Carmen Lúcia não possui entendimento sobre as questões ambientais de modo a justificar tal solicitação. Segundo ele, trata-se de “desespero do establishment” para se proteger. Ele define: “O establishment, na verdade, não tem uma cara. É um grupo sociopolítico de poder, poder puro, ele só visa se manter, ter uma hegemonia”, diz.

“A gente sabe que tem nomes supremos envolvidos neste barril de lama, inclusive mandantes. Tem muita gente que vai descobrir tudo, ainda, e vai colocar em público. No momento certo, tudo virá a público. O presidente Bolsonaro não é responsável por essas queimadas, vocês são. Porque vocês pagam grupos para queimar essa floresta só para poder levantar narrativa”.

Para Bolsonaro ele mandou o seguinte recado: “Nós sabemos, senhor presidente, que não é o senhor que queima. Nós sabemos porque o senhor luta e para quem luta. Então fique tranquilo, o senhor não tem apoio de 50% da população do Brasil não, o senhor tem apoio de mais de 80% da população brasileira sem sombra de dúvidas.”, disse Silveira.

Ação Partido Verde

Na semana passada, a ministra da Suprema Corte pediu esclarecimentos ao presidente Jair Bolsonaro e ao ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, sobre o uso das Forças Armadas na Amazônia Legal. Desde de maio, estão sendo executadas ações na fronteira, terras indígenas e em áreas de conservação ambiental da região.

A determinação parte de uma ação movida pelo Partido Verde (PV) a fim de anular o decreto presidencial e a portaria do Ministério da Defesa que autoriza às Forças Armadas a atuarem na região da Amazônia Legal. Segundo o decreto, o objetivo é defender a lei e a ordem, “em ações preventivas e repressivas contra delitos ambientais e combate a focos de incêndio”.

Porém, o PV alega que a medida do governo é forma de “militarização da política ambiental” e “usurpa competências dos órgãos de proteção ambiental”.

O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, afirmou, no último sábado (5) que se Carmen Lúcia tivesse conhecimento sobre a quadro geral da Amazônia, sequer teria feito essa solicitação.

Perdão, cara ministra, se a sra. conhecesse essa área, sabe qual seria sua pergunta: ‘O que seria da Amazônia sem as Forças Armadas?’”, escreveu pelo Twitter.

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