Associação e deputados pedem impeachment de Alexandre de Moraes

Ministro do STF também foi alvo de petição on-line e nota de repúdio após inquérito das fake news

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Reprodução/STF

A Associação Nacional de Membros do Ministério Público, MP Pró-Sociedade, protocolou no Senado Federal um pedido para a abertura de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes. Na última semana, um grupo de parlamentares apontados no inquérito das fake news também enviou ao senador Davi Alcolumbre (DEM) outra representação contra o ministro.

O ministro Alexandre de Moraes é relator do inquérito que apura a divulgação de notícias falsas e de ataques e ameaças contra membros da Corte. O MP Pró-Sociedade alega que o inquérito é inconstitucional. “Na condição de vítima, o ministro Moraes deveria dar-se por suspeito para presidir a investigação”.

Na sexta-feira (29), os parlamentares Carla Zambelli (PSL-SP), Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), Carlos Jordy (PSL), Cabo Júnio Amaral (PSL), Filipe Barros (PSL) e Bia Kicis (PSL) também protocolaram uma representação. Segundo divulgado pela deputada Zambelli, a petição aponta abuso de autoridade na condução do inquérito.

Em seu pedido, a Associação também solicita habeas corpus coletivo em favor dos investigados.

Petição on-line

Um movimento popular contra o inquérito também ganhou repercussão na internet. Na petição on-line, os participantes emitiram nota de repúdio e alegaram censura por parte do ministro. “O povo Brasileiro repudia a tentativa de censura do ministro Alexandre de Moraes que de forma ilegal, se acha no direito de apontar o que é verdadeira e o que falso baseado em sua própria ideologia”, disse a nota.

Segundo aponta o movimento, apoiadores do presidente Jair Bolsonaro sofrem perseguição. “Mediante a inúmeros ataques da esquerda contra a direita terem ficado impunes ,e até mesmo a torcida deles pela morte do presidente e a idolatria ao Adélio Bispo, se todos eles tivessem sido indiciado a inquéritos na CPMI, porém nem apreensão de notebook ou celular eles forma submetidos , a CPMI se tornou uma perseguição explícita contra os apoiadores do governo”- como noticiou o Conexão Política.