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Os responsáveis pelo colapso são os que se proclamam defensores da democracia

Milhões de pessoas de um lado contra uma meia dúzia do outro. Essa meia dúzia precisa se lembrar que não cabe a eles determinar o que o povo pode ou não pedir. Se o povo é soberano e o verdadeiro PATRÃO de todo funcionário público, ele pode pedir O QUE QUISER. Se for da vontade do povo, o Estado Democrático de Direito que se vire para cumprir.

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Vocês devem ouvir falar muito por aí em “Estado Democrático de Direito” e em “Constituição”.
Por isso, é bom que vocês saibam exatamente o significado de cada um desses termos.

Estado Democrático de Direito é um Estado que se propõe a ser governado pelo seu próprio povo (por isso “democrático”) por meio de um sistema jurídico (por isso “de Direito”) em que o povo define as regras do jogo e apresenta uma Carta Magna (ou seja, uma “Constituição“) aos seus representantes e autoridades, que funcionará como uma procuração para que eles conduzam a vida pública EM NOME DO POVO de acordo com as regras que o povo escolheu.

É como se você contratasse um advogado para te representar. Ele é obrigado, sob pena de ser demitido, a proceder nas ações conforme a vontade do seu cliente. Ele não tem o direito de tomar decisões da sua própria cabeça pensando que ele agiria diferente. A função dele não é essa, mas, sim, representar a vontade do cliente e agir como se fosse o seu próprio cliente ali.

Do mesmo jeito, todos os agentes públicos são funcionários do povo, eleitos pelo povo (no caso dos políticos), nomeados indiretamente pelo povo (no caso de cargos que são indicados pelos eleitos do povo) ou sustentados pelo povo (no caso dos concursados, que o povo sustenta para que cumpram determinada tarefa).

Todos esses estão ali como AGENTES públicos.

Isso quer dizer: aquele que age. Aquele que age em nome de outrem. Do público.

Por isso, eles não têm o direito de, uma vez empossados em seus cargos, atribuírem para si a autoridade de ir contra o que o povo quer e colocarem a própria visão acima da visão do povo.
Quando acontece essa ruptura e percebe-se que representantes públicos se esqueceram da função para a qual foram nomeados e viraram as costas para a população pensando em governar para si mesmos, existe uma situação de colapso do Estado Democrático de Direito, já que esse Estado deixou de ser Democrático (uma vez que a voz do povo é desprezada) e deixou de ser de Direito (uma vez que a Carta Magna está sendo rasgada e pisoteada).

É curioso, no entanto, que os maiores responsáveis por esse colapso sejam os primeiros a se proclamarem os defensores da democracia, da constituição e do Estado de Direito.
Ora, querem agora criminalizar o povo pela audácia de questionar seus representantes e pedir por transparência? E ainda dizem que são ELES os defensores da democracia?

Milhões de pessoas de um lado contra uma meia dúzia do outro. Essa meia dúzia precisa se lembrar que não cabe a eles determinar o que o povo pode ou não pedir. Se o povo é soberano e o verdadeiro PATRÃO de todo funcionário público, ele pode pedir O QUE QUISER. Se for da vontade do povo, o Estado Democrático de Direito que se vire para cumprir.

É assim que funciona numa democracia saudável.

Claro que, em questões excludentes, como por exemplo, a escolha de um presidente ou um plebiscito pela legalização do aborto, o povo precisa formar maioria em torno de uma posição para ter a sua vontade feita.

Mas em matéria não excludentes, como por exemplo, uma investigação sobre as denúncias do processo eleitoral, não precisa disso porque acatar o pedido de investigação não causa prejuízo à posição contrária (a não ser que tenham algo a esconder).

Por isso, se 30% do povo (que seria coisa para caramba em números absolutos) está clamando para que algo seja feito quanto a isso, é OBRIGAÇÃO do Estado sanar as suas dúvidas e garantir um resultado no qual o povo confie. Nem precisa que seja a maioria.

Mas, não. O Estado totalitário age de forma contrária. Ele pune quem questiona, censura, e a cada nova denúncia ele se fecha cada vez mais.

Ele não está lá para servir ao povo, mas para servir a si mesmo.
“O povo tem dúvidas? Ele que se dane. Como ousam duvidar da minha inquestionável idoneidade?” – pergunta o tirano.

A constituição prevê a TRANSPARÊNCIA como um dos pilares da administração pública justamente porque o povo não é obrigado a acreditar na palavra de alguém só porque essa pessoa é uma autoridade. Tudo o que é feito precisa estar às claras para que todo mundo VEJA e, por isso, confie. E não seja obrigado a confiar por medo de ser preso.

O mais engraçado é que quase todos os oposicionistas que hoje tratam a urna como sagrada, inquestionável e incriticável, antes APOIAVAM o voto impresso justamente por não acreditarem na segurança do sistema eletrônico.

O que será que mudou de lá para cá?

Simples
: essa debandada aconteceu no momento em que a direita se levantou no país e eles perceberam que o reinado da esquerda tinha acabado. Agora, eles só voltariam a ganhar uma eleição se fosse roubado e, por isso, o voto impresso não poderia existir pois seria uma forma de comprovar o roubo.

Passou a ser mais vantajoso para o sistema ter um processo inauditável. Ou melhor, como eles dizem: auditável, mas tendo o TSE como único condutor, fiscal e auditor do processo, sem que ninguém mais possa espiar o que é feito entre quatro paredes.

Por essas e por outras que o Estado atual se tornou um Estado degenerado, espúrio e INCAPAZ de se curar sozinho.

A coisa já avançou para muito além do que seria possível vislumbrar uma retomada da ordem democrática por vias institucionais, uma vez que as instituições estão todas corrompidas e o sistema por inteiro está infectado por um parasita que o condena à morte.

É preciso uma intervenção externa.

Quando uma democracia acaba, ela logicamente não pode ser restabelecida por meios democráticos, pois, os meios democráticos para isso não existirão ou existirão só de fachada (como é o nosso
caso).

No dia que todo mundo entender que a pirâmide de poder não é assim:

Aí sim nós vamos poder começar a vislumbrar a construção de uma ordem democrática. Por enquanto, o que temos é uma oligarquia, em que o legítimo dono do poder não sabe que tem esse poder todo e muito menos como exercê-lo, enquanto que uma pequena casta de usurpadores se aproveita disso, toma-o para si e ainda rotula de antidemocrático e golpista qualquer um que ousar falar contra essa inversão de valores.

Pedro Delfino é especialista em História da Civilização Ocidental e História da Igreja Católica; autor do livro Mentalidade Atrasada, Nação Fracassada (que aborda temas como História, Filosofia e Política); do Curso de História Geral da Civilização Ocidental, do Curso de Excelência Catholica, do livro Via Sancta e é co-Fundador do Movimento Brasil Conservador.
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