Comportamento Justin Bieber, a Maconha e os Cristãos

Justin Bieber, a Maconha e os Cristãos

"Despreparados para os temas culturais, os cristãos falam e agem como vem à mente", destaca Guilherme Schelb em artigo

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Em 2021, parte do mundo gospel ficou estarrecido, quando Justin Bieber, que se dizia cristão convertido, anunciou o lançamento de sua marca de cigarros de maconha, chamados “Peaches”, nome de uma música de seu álbum mais recente.

Como assim, um cristão convertido, usuário de maconha, defensor do uso de drogas e agora empresário que produz e vende maconha ?

O cantor canadense já havia anunciado publicamente que era usuário de maconha, mas agora declara que deseja acabar com o estigma contra os usuários de drogas.

E ter lucro com isto, claro.

Para o mainstream liberal e neopetencostal está tudo certo.

O uso e comércio da maconha é uma atividade legal e autorizada pela lei na Califórnia, e Bieber não comete nenhum ato ilegal.

Segundo esta visão, o principal referencial para o comportamento do cristão são as normas legais vigentes.

Se as leis autorizam, o cristão tem todo o direito de fazer.

Essa forma de pensar enfrenta alguns problemas sérios.

Quer dizer então que se as leis autorizarem o sexo com crianças, os cristãos poderão se casar com meninas sem nenhum problema?

Ou, se as leis legalizarem a prostituição – o que não está muito longe para acontecer no Brasil – os cristãos poderão contratar ou vender serviços sexuais?

Para qualquer pessoa normal, a resposta a estas perguntas é intuitiva, reservando aos que defendem Bieber e sua apologia e comércio de maconha o escaninho da insignificância e vazio moral.

Nem tudo que é lícito, convém, lembram ? (1Co 6,12)

Alguns aspectos da legalização da maconha que merecem atenção, especialmente daqueles que se interessam pelos jovens e as novas gerações.

Muitos cristãos conhecem bem a Bíblia, mas não têm nenhuma noção sobre relevantes temas de seu cotidiano como política, sexualidade ou drogas.

É neste contexto que apresento algumas reflexões sobre a liberação da maconha.

Aqui é importante fazer uma distinção entre o consumo da maconha e o consumo de produtos derivados da maconha.

No primeiro caso, estamos falando de pessoas que fumam cigarros ou ingerem a droga.

No segundo, nos referimos a medicamentos ou produtos que são elaborados a partir do princípio ativo da maconha, o CBD (cannabidiol).

Neste último caso, enquadram-se os medicamentos para dor crônica, insônia, autismo, epilepsia e depressão, onde não há efeito entorpecente, mas exclusivamente medicinal.

A maconha é uma droga, assim como o álcool e a cocaína.

Droga, porque altera a percepção, o entendimento e age sobre o sistema nervoso central.

Cada indivíduo tem uma reação particular ao consumo da maconha, e combinada com o consumo de álcool ou outras drogas, o efeito entorpecente é desastroso.

Muitos crimes são praticados sob o efeito de drogas, inclusive o álcool.

Os estupros são um exemplo dramático disto.

Segundo pesquisa realizada, em 90 por cento dos crimes sexuais contra mulheres, praticados em universidades americanas, a vítima ou o agressor estavam sob o efeito de maconha ou álcool. (Inteligência Emocional, Goleman).

Ao liberar o uso e comércio da maconha, os adolescentes são um público valioso.

Se atualmente, embora proibido pela lei o consumo de álcool a menores de 18 anos de idade, observa-se o consumo desenfreado de cerveja e outras bebidas pelos adolescentes, imagine quando a maconha estiver sendo comercializada legalmente ?

Certamente não será diferente.

Os efeitos do consumo de drogas e álcool na infância e adolescência são destrutivos da higidez cerebral e comprometem gravemente o desenvolvimento físico e mental do indivíduo.

Nem os defensores radicais do consumo da maconha aprovam ou defendem o consumo por crianças ou adolescentes.

Isto para não falar do fato que, ao contrário de bebidas alcoólicas, a maconha pode ser produzida em casa.

Basta um pequeno vaso de plantas e um lugar arejado com sol e voilá, drogas para todos.

O controle disto é impossível e o acesso às drogas ilimitado.

A liberação da maconha é um desastre para crianças, adolescentes e jovens, à medida em que serão publicamente incentivados ao seu consumo.

Despreparados para os temas culturais, os cristãos falam e agem como vem à mente.

Os ativistas anticristãos, por outro lado, estão preparados e têm uma pauta bem clara de conquista: infância, adolescência e jovens.

Os EUA já são uma nação pagã, agora com Maconha.

A liberação da maconha no Brasil pode ser mais uma conquista dos das trevas.

Não precisamos despencar do abismo como a América.

Podemos dar uma vida mais digna para as novas gerações!

A igreja cristã precisa acordar para interceder por esta grandiosa causa.

Guilherme Schelb – Defensor dos direitos e da dignidade humana especial de crianças e adolescentes, Procurador da República, Palestrante e autor de livros sobre Infância, Educação e Família
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