Uso da hidroxicloroquina contra o coronavírus é ampliado na Suíça

Taxa de mortalidade é duas vezes menor do que a registrada na França

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Reprodução/Chris Wattie

O uso da hidroxicloroquina no tratamento de pacientes diagnosticados com o coronavírus tem mostrado resultados positivos na Suíça. Após a adoção do medicamento, o país conseguiu reduzir a taxa de mortalidade, que já é duas vezes menor do que a registrada na França, por exemplo.

Para a Dra. Alexandra Calmy, chefe de consultas sobre HIV no Serviço de Doenças Infecciosas da HUG, mesmo sem estudos mais detalhados sobre a eficácia do medicamento, é necessário agir de maneira rápida no tratamento dos pacientes.

“Temos que gerenciar uma incerteza, os dados científicos são fragmentados, não são suficientemente robustos, mas devemos responder à emergência e acredito que é isso que estamos fazendo.”

A chefe do Departamento de Doenças Infecciosas da HUG, Laurent Kaiser, também concorda com o posicionamento da Dra. Alexandra Calmy. “Temos que admitir que em uma epidemia como essa, temos que trabalhar com o desconhecido. Portanto, não é porque um medicamento não tenha necessariamente demonstrado ser totalmente eficaz que não deve ser administrado, se a balança for a favor da dúvida”.

Na Suíça, uma pesquisa sobre os resultados apresentados com o medicamento deve começar em breve. Os profissionais de saúde querem analisar se os pacientes tiveram melhora e redução de complicações.

“O objetivo é testar a eficácia da cloroquina na redução de complicações, hospitalizações secundárias e possivelmente até mortes. De fato, gostaríamos de saber se a cloroquina é eficaz em um ambiente ambulatorial, ou seja, antes de os pacientes chegarem ao hospital”, disse Blaise Genton, médico chefe da Unisanté, no cantão de Vaud à RTS.