quarta-feira, março 3, 2021
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Quais probabilidades existentes para Trump reverter o resultado das eleições nos EUA?

Gabriel Sterling, responsável pela contagem dos votos no estado da Geórgia diz que não sabe quantos casos serão, mas admite que a auditoria revelou casos de voto ilegal

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Atenção: o responsável pela contagem dos votos no estado da Geórgia diz que não sabe quantos casos serão, mas admite que a auditoria revelou casos de voto ilegal! “Nós vamos encontrar pessoas que votaram ilegalmente; isso VAI acontecer. Vai ter gente que votou duas vezes.Vai ter gente que votou sem a qualificação necessária. Nós vamos achar casos assim.” – disse Gabriel Sterling.

Lembrando que, na Geórgia, a contagem terminou com uma diferença de apenas 12 mil votos em um universo de 5 milhões de eleitores (apenas 0,2% de margem entre os candidatos dois). Será que é tão impossível assim conseguir uma inversão do resultado? Eu não acho que seja.

Outro ponto importante que a gente precisa lembrar é que o Partido Republicano tem a maioria nas DUAS casas do lesgislativo estadual na Geórgia, assim como em Michigan, Pensilvânia e Wisconsin (os 4 estados com os resultados mais polêmicos). E é o legislativo estadual que escolhe os delegados que elegerão o Presidente. Lembrem-se que a eleição lá é indireta, quem escolhe o Presidente são esses delegados e não o povo.

A votação popular serve apenas como parâmetro para o Legislativo se basear, mas isso é uma tradição e não uma obrigação. A tradição é que o Legislativo escolhe os delegados do Partido do candidato vencedor no voto popular do estado, para, assim, garantir sua eleição. Mas isso não é obrigatório. Um estado controlado pelo Partido Republicano, por exemplo, caso se sinta lesado por uma eleição fraudulenta, pode, caso as auditorias e recontagens não aconteçam, optar por não seguir o resultado da votação popular e atribuir delegados republicanos no lugar de democratas.

Em caso de maior impasse nas legislaturas estaduais, não resolvido pela justiça, a decisão vai para o Congresso Nacional (isso já aconteceu uma vez em 1876). Se isso acontecer, cada estado da federação ganha o direito de 1 voto. Como são 50 estados, quem recebe 26 votos ganha.

Esse cenário seria favorável a Trump, pois isso tira de Biden o trunfo que permitiu a sua “vitória“, que é o número de delegados por estado no colégio eleitoral. Como Biden venceu em estados muito populosos, como Califórnia e Nova lorque, por exemplo, ele recebeu muitos delegados. Mas Trump venceu em uma quantidade de estados maior.

Resumindo: Trump venceu em mais estados, mas Biden venceu em estados com maior peso. E o sistema de votação, caso o impasse vá para o Congresso, retira essa questão do peso de cada estado, dando apenas um voto para cada um.

E no âmbito Legislativo é assim também. O Partido Republicano controla a maioria dos estados, embora o Partido Democrata tenha a maioria na Casa por causa do número de deputados que cada estado dá direito.

Retirando isso, fica assim: a Califórnia que tem 55 deputados na Câmara dos Representantes teria direito a 1 voto, igual a Flórida que tem 29 deputados; e assim por diante …

Por isso, a bancada de cada estado teria que entrar em um consenso e dar UM voto para escolher o Presidente, o que muito provavelmente elegeria Trump.

Moral da história: existem 5 caminhos possíveis daqui para a frente para resolver essa história.

1• Se tudo continuar da forma como está, confirmaria a eleição de Biden.
2• As recontagens e auditorias serem realizadas, o que pode manter o resultado ou invertê-lo (opção mais provável e que elegeria Trump).
3• A coisa tomar o caminho da Justiça e ir parar na Suprema Corte, que tem maioria conservadora e daria boas chances de virada para Trump.
4• As legislaturas estaduais, controladas pelo Partido Republicano, decidirem não seguir o voto popular e nomear delegados republicanos, o que elegeria Trump.
5• O imbróglio cair nas mãos do Congresso e cada estado ter direito a 1 voto para eleger o Presidente, o que também elegeria Trump.

Ou seja, dos 5 desfechos possíveis, 4 são favoráveis ​​a Donald Trump. A única opção que seria boa para Joe Biden seria a de não acontecer absolutamente nada daqui para frente (a Justiça Federal se omitir, as Legislaturas estaduais se omitirem e todo mundo aceitar isso passivamente do jeito que está, o que é pouquíssimo provável que aconteça).

A outra opção que pode favorecê-lo seria a de realizarem as auditorias e não encontrarem nada que mude o resultado, o que também é muito pouco provável que aconteça. Basta pregarmos a declaração do responsável pela eleição na Geórgia dizendo que certamente VÃO encontrar votos ilegais para ter certeza de que o sistema é falho e que existe muita coisa a ser encontrada sim.

Então, se alguém me perguntar: Qual probabilidade que você acha que existe do Trump conseguir reverter isso? Basta calcular: 5 cenários possíveis e 4 favoráveis ​​a ele. Eu diria, portanto, que é muito mais provável a hipótese dele conseguir reverter do que ele não conseguir.

Pedro Delfino é especialista em História da Civilização Ocidental e História da Igreja Católica; autor do livro Mentalidade Atrasada, Nação Fracassada (que aborda temas como História, Filosofia e Política); do Curso de História Geral da Civilização Ocidental, do Curso de Excelência Catholica, do livro Via Sancta e é co-Fundador do Movimento Brasil Conservador.
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