quinta-feira, janeiro 21, 2021
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Novas leis propostas pelo Partido Comunista Chinês visam perseguir cristãos estrangeiros

O Ministério da Justiça da China publicou na semana passada novas leis que advertem cristãos estrangeiros contra a disseminação do "extremismo religioso" ou uso da religião para "minar a soberania" da China

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Estão sendo aprovadas na China, novas leis que proíbem a interação cristã entre chineses e estrangeiros. O Ministério da Justiça da China publicou na semana passada novas leis que advertem cristãos estrangeiros contra a disseminação do “extremismo religioso” ou uso da religião para “minar a soberania” da China, informa o Conexão Política.

Para o Partido Comunista Chinês, as regras religiosas na China existem para proteger o povo; “quem não segue as regras religiosas não está ajudando o povo, mas prejudicando-o”. Para o Estado comunista, “missionários estrangeiros que operam sem permissão não apenas negam a ciência do ateísmo, mas promovem perigosamente atividades prejudiciais à saúde que perturbam a harmonia social e religiosa da sociedade”. O problema é que raramente, ou nunca, é dada permissão para missionários estrangeiros operarem legalmente dentro da China.

artigo 21 da nova legislação proposta afirma claramente que os estrangeiros não podem realizar nenhuma das seguintes seis atividades:

Participar ou administrar cultos da igreja local, escolas cristãs, ou nomear ou gerenciar lideranças religiosas locais.
Começar uma igreja, escritório de coordenação religiosa, escola bíblica ou qualquer projeto cristão.
Promover, apoiar ou financiar atividades cristãs que minam a unidade nacional da China.
Pregar a cidadãos chineses, converter cidadãos chineses ou aceitar ofertas de cidadãos chineses.
Oferecer educação ou treinamento religioso.
Realizar outras atividades ilegais envolvendo religião.

Artigo 26 proíbe os estrangeiros de trazer livros, materiais impressos, materiais audiovisuais ou produtos eletrônicos que excedam o “uso próprio” ou que não tenham sido aprovados pelo governo central.

Artigo 30 promete punição para qualquer funcionário do governo que permitir que essas atividades “ilegais” ocorram em sua área.

Artigo 31 estabelece a punição para estrangeiros que “pregam sem autorização”, “transportam livros religiosos ou produtos audiovisuais” ou recrutam chineses “com o propósito de treinar pessoal religioso”.

A nova lei claramente estabelece as bases para exterminar todo o trabalho de missionários estrangeiros na China.

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