terça-feira, março 2, 2021
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Novas atualizações sobre as Eleições Americanas

"Ontem (14), existia a possibilidade das Câmaras estaduais se rebelarem, tanto quanto a de manterem o protocolo votando em Biden. Aconteceu os dois: muitos republicanos deram o seu voto de protesto, mas as casas confirmaram Biden mesmo assim. Diante disso, podemos dizer que deu Game Over para Trump? Existem 2 datas cruciais, além do 14 de dezembro, que são: 06 de janeiro e 20 de janeiro", revela Pedro Delfino em novo artigo

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Ontem foi o dia 14 de dezembro, uma das datas cruciais no processo eleitoral, quando as legislaturas estaduais se reuniriam para apontar os seus respectivos delegados. Como eu havia dito, existia a possibilidade das câmaras estaduais se rebelarem, tanto quanto a de manterem o protocolo votando em Biden. Aconteceu os dois: muitos republicanos deram o seu voto de protesto, mas as casas confirmaram Biden mesmo assim.

Diante disso, podemos dizer que deu Game Over para Trump?

Não. Existem 2 datas cruciais, além do 14 de dezembro, que são: 06 de janeiro e 20 de janeiro. No dia 06, acontecerá a reunião do Congresso para apurar os votos dos delegados estaduais (esses mesmos votos dados no dia 14 de dezembro, ontem). E no dia 20 de janeiro é a posse oficial. Portanto, temos até o dia 20 de janeiro para conseguir reverter a situação. Até lá, a disputa continua com alguns caminhos possíveis:

I. Os processos relacionados à fraude:

As investidas judiciais da campanha de Trump continuam rolando e pedindo apuração das acusações de fraude. Um deles, por exemplo, protocolado no estado Michigan, terminou uma investigação ONTEM chegando à conclusão de que a empresa Dominion, responsável pela apuração em todos os estados com suspeita de fraude, utiliza um software especificamente desenhado para alterar resultados de eleições, segundo relatório da consultoria especializada que conduziu as investigações (Allied Security Operations Group). Depois de um parecer desses, a chance desses processos ganharem força são grandes. Temos que esperar para ver como isso se desdobra.

2. A reunião do Congresso no dia o6 de janeiro:

Se as reuniões estaduais do dia 14 de dezembro não alterassem o resultado da votação, ela iria inevitavelmente para as mãos do Congresso Nacional no dia 20 de janeiro, onde teremos OUTRA oportunidade (ainda maior do que a do dia 14 de dezembro) de alterar o resultado. Isso porque a Constituição Americana diz que o Congresso Nacional deve se reunir a fim de apurar a escolha dos delegados, feita pelas lesgislaturas estaduais, e anunciar enfim o presidente eleito. O responsável por conduzir esse processo é o Presidenre do Senado, Mike Pence, que é também o atual Vice Presidente dos EUA e candidato à reeleição na chapa Trump- Pence.

Certamente, ele tem interesse em não permitir que a vitória fraudulenta de Biden seja certificada. Mas o grande trunfo, de fato, está nas mãos dos próprios congressistas, pois a Constituição também diz que basta um deputado e um senador assinarem uma objeção formal ao resultado para que a sessão seja suspensa. Nesse caso, o próprio Congresso teria que se reunir novamente e votar – ele mesmo – para escolher o próximo Presidente, com a diferença de que, nessa situação, cada estado tem direito a apenas um voto. Como são 50 estados, quem receber 26 votos ganha a disputa.

Com o resultado fraudulento, Biden seria eleito, pois obteve o maior número de delegados. Porém, na medida em que se muda o sistema e cada estado passa a ter direito ao mesmo número de votos (um), a situação se torna favorável para Trump, que, mesmo tendo a vitória em alguns estados roubada, continuou vencedor em uma quantidade de estados maior. Isso quer dizer que, se a coisa for para esse lado, a chance dele ganhar é alta.

3- A Ordem Executiva sobre Interferência Estrangeira:

Sidney Powell, advogada de Trump, disse que somente aquilo que já se revelou até aqui é mais do suficiente ativar uma que Ordem Executiva, assinada por Trump em 2019 (já pensando em se proteger contra isso no futuro), que lhe dá o direito de usar o serviço de inteligência para instaurar investigações contra o resultado das eleições e, até mesmo, confiscar todas as urnas eletrônicas fraudulentas. Segundo ela, esse é um dos caminhos que a para campanha precisa cogitar a partir de agora.

Moral da história:

Não temos como ter certeza de que essas opções darão certo. Pode ser que elas se esgotem e nós não consigamos nada, no fim. É verdade… MAS, também é errado afirmar que já chegamos no fim. Ainda vai acontecer muita coisa e isso está longe de ser definido! Ainda existem 3 possibilidades distintas para reverter o resultado, então, quem quer que diga que “já era” está mentindo ou mal informado.

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Pedro Delfino é especialista em História da Civilização Ocidental e História da Igreja Católica; autor do livro Mentalidade Atrasada, Nação Fracassada (que aborda temas como História, Filosofia e Política); do Curso de História Geral da Civilização Ocidental, do Curso de Excelência Catholica, do livro Via Sancta e é co-Fundador do Movimento Brasil Conservador.
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