quarta-feira, janeiro 27, 2021
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China distorce histórias bíblicas em livro escolar e retrata Jesus como assassino e pecador

O secretário de Estado dos EUA criticou a país por sua constante perseguição aos cristãos

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A China decidiu adaptar “clássicos religiosos” – como a Bíblia e o Alcorão, por exemplo – a fim de “refletir valores socialistas”. Reflexões que confrontem as crenças do Partido Comunista Chinês não serão permitidos e portanto deverão ser traduzidos novamente para que sejam retratados de acordo com o ‘progresso dos tempos’.

Segundo agências de notícias locais, escolas já têm adotado essa determinação e no livro oficial chinês “Ética Profissional e Direito” registra-se a história bíblica de misericórdia, na qual uma mulher foi perdoada por Jesus após cometer adultério, com a narrativa de que “Jesus Cristo apedrejou até a morte uma pecadora para respeitar a lei da época”. A imagem retrata o Filho de Deus como “assassino” e “pecador”.

Um paroquiano chinês que postou imagens do livro nas redes sociais. “Quero que todos saibam que o Partido Comunista Chinês sempre tentou distorcer a história da Igreja, caluniar nossa Igreja e fazer as pessoas odiarem nossa Igreja”, escreveu.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, criticou a China por sua constante perseguição às minorias religiosas, especialmente os cristãos. “Nós assistimos hoje ao desafio que cristãos e católicos enfrentam por praticar sua fé dentro da China. O Partido Comunista Chinês está tentando reescrever a Bíblia para ‘sinicizar’ a doutrina cristã. Isso é inaceitável”, disse Pompeo, em discurso online na terça-feira (22).

A revista Bitter Winter, que escreve sobre liberdade religiosa e direitos humanos, chama a atenção para o objetivo do Partido Comunista que quer “transmitir a mensagem de que a lei e o Partido são impecáveis ​​e puros, apesar das pessoas desonestas que por acaso os representem. Mesmo que os patrões sejam corruptos, a decisão deve ser cumprida porque – honestos ou desonestos – eles representam o Partido. E a linha do Partido nunca deve ser questionada.”

Evangelho

O livro cita o Evangelho de João, onde os escribas e fariseus trazem uma mulher apanhada em adultério a Jesus e perguntam se ela deveria ser apedrejada. Na versão real da Bíblia, Jesus diz: “Aquele que não tem pecado entre vocês, seja o primeiro a atirar uma pedra nela” e a multidão começa a ir embora. Jesus diz à mulher: “Vá agora e não peques mais.”

Porém, no livro chinês após a fala de Jesus, os presentes começam um a um a atirar as pedras e portanto registra-se que para respeitar as leis da época “Jesus Cristo apedrejou até a morte uma pecadora”. Em seguida o filho de Deus teria dito: “Eu também sou um pecador. Mas se a lei só pudesse ser executada por homens sem mancha, a lei estaria morta”, informou a agência Union of Catholic Asian News (UCA).

De acordo com a UCA News, o livro foi editado por editado por Pan Zhongmei, Li Gang e Xu Baoyu e publicado pela University of Electronic Science and Technology Press, que é administrada pelo Governo do Partido Comunista Chinês.

Cristãos na china esperam que as autoridades da Igreja se manifestem contra a violação das crenças religiosas e que os autores e editores corrijam o texto e se desculpem publicamente.

"Livro oficial chinês "Ética Profissional e Direito"

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