Início Internacional Cerca de 35 mil australianos são rastreados pelo Partido Comunista Chinês

Cerca de 35 mil australianos são rastreados pelo Partido Comunista Chinês

Um vazamento acentuado de dados revelou que a China coleta informações como ferramenta de “guerra psicológica”

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A imprensa australiana denunciou o vazamento de dados que mostram que cerca de 35 mil cidadãos do país estão sendo rastreados pela China. A empresa chinesa Zhenhua Data, ligada ao redes de inteligência do Partido Comunista Chinês, teria sido responsável por coletar informações.

Entre os alvos estariam celebridades, jornalistas, políticos e suas famílias, cientistas, e líderes de tecnologia e até mesmo figuras influentes dentro do crime organizado. Na lista aparecem nomes como do cofundador da One Nation, David Oldfield, o presidente do Partido Nacional, Larry Anthony, o filho do ex-tesoureiro do governo, Peter Costello, a jornalista da News Corp, Ellen Whinnett, e o diretor da ABC, Georgie Somerset.

Segundo a Austrália, a tática ilegal seria usada como ferramenta de “guerra psicológica” para manipular a opinião pública. O banco de dados foi publicado após vazar para Christopher Balding, um professor acadêmico dos EUA. O registro mostra que além dos australianos, outras 2,4 milhões de pessoas em todo o mundo foram vistoriadas.

Informações

A Zhenhua tem coletado majoritariamente dados de “código aberto”, como datas de nascimento, endereços, estado civil, fotografias, associações políticas, parentes e identidades de mídia social. “Os dados foram rastreados de plataformas conhecidas como Facebook, Twitter e LinkedIn, bem como outras”, afirma o relatório australiano.

Porém, pesquisadores afirmam que até 20% dos dados não eram de código aberto, como registros bancários confidenciais e de funcionários públicos, formulários de emprego e perfis psicológicos. Isso indica que podem ter sido obtidos via dark web ou hacking. Segundo o relatório, o “propósito fundamental” do banco de dados parece se relacionar com uma espécie de “guerra de informação”.

A denúncia ainda aponta que a empresa chinesa criou um “perfil” dos dados, incluindo uma foto tirada de contas públicas do Twitter, Facebook ou LinkedIn. Dessa forma seria possível rastrear os principais influenciadores, notícias e opiniões que movem as mídias sociais.

Entretanto, até o momento não foram disponibilizadas “evidências diretas” que comprovem o uso desses dados pelas agências chinesas a fim de criar campanhas de guerra de informação, mas abre os olhos para a “ambição da China de criar um “estado de vigilância tecnológica autoritária global”, afirma Christopher Balding.

Para os analistas australianos “as sociedades liberais abertas não conseguem compreender as ameaças incorporadas no comunismo autoritário chinês ao ignorar a guerra não tradicional e as operações de influência”, disseram.

FONTENews

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