domingo, março 7, 2021
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Atualizações sobre a Eleição Americana

"No início de janeiro, o Congresso Nacional se reunirá para confirmar os delegados escolhidos pelos estados. Essa é uma outra janela de oportunidade que existe para se tentar alguma coisa, uma vez que os republicanos são maioria não só nas legislaturas estaduais dos estados das fraudes, mas também no Senado", ressalta Pedro Delfino

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Como alguns de vocês já devem saber, a SCOTUS (Supreme Court of the United States) rejeitou o processo iniciado pelo Texas, e que tinha sido aderido por mais de 20 outros estados, contra os estados de Michigan, Wisconsin, Geórgia e Pensilvânia, por motivo de mudanças inconstitucionais nas regras eleitorais que influenciaram o resultado final ilegalmente.

Diante disso, a questão que vocês devem estar querendo saber é: E agora? Ainda tem jeito ou esse é o fim da linha para Trump?

Vamos analisar com calma: toda a estratégia dos advogados de Trump, nos inúmeros processos que os envolvidos em sua campanha abriram, NÃO previa essa ação. Ela foi um iniciativa particular do advogado-geral do Texas, Ken Paxton, que nos deu uma alternativa ao caminho “oficial” e que foi bem recebida por todos porque ela tinha potencial para encurtar o caminho da vitória, uma vez que se baseava em 2 ilegalidades concretas e não em milhares de acusações de fraude, que são mais difíceis de provar na prática e exigem bastante tempo de investigação.

Porém, apesar dessa boa perspectiva, a SCOTUS rejeitou o processo. Percebam o detalhe: ela não fez isso porque o julgou e decidiu que a acusação não tinha fundamento, mas porque ela decidiu que um estado da federação não tem competência para processar um outro estado da federação por conta das suas regras eleitorais (mesmo que ele tenha razão na acusação).

Isso quer dizer que a tese continua válida, apenas a forma de pleiteá-la é foi rejeitada. Se o mesmo processo tivesse sido iniciado na Corte Estadual, portanto, no lugar da federal, ele poderia ser recebido e ter o seu mérito julgado. É isso que eles precisavam fazer agora se ainda quiserem manter essa via aberta.

Mas lembrem-se: esse não era o caminho principal da estratégia, logo, se a gente estava confiante antes dessa alternativa surgir, não faz sentido desanimar ou se dar por vencido agora só porque ela não deu certo. A via original continua de pé e com as mesmas chances de antes.

Os colégios eleitorais de cada estado se reunirão na segunda-feira, dia 14, para escolher oficialmente seus delegados. Nāo há tempo hábil para que esses processos em andamento sejam julgados antes disso, por isso, existe também a alternativa que eu venho falando aqui há algum tempo: dos republicanos elegerem delegados republicanos em estados onde Biden “venceu” para, no mínimo, ganhar algum tempo.

No início de janeiro, o Congresso Nacional se reunirá para confirmar os delegados escolhidos pelos estados. Essa é uma outra janela de oportunidade que existe para se tentar alguma coisa, uma vez que os republicanos são maioria não só nas legislaturas estaduais dos estados das fraudes, mas também no Senado.

Se Trump vai conseguir essa virada no fim ou não, não sabemos! Pode ser que sim ou que não. Mas, não está tudo perdido.

Não tem ninguém desistindo por lá. Nem mesmo o povo, que ontem mesmo já foi para às ruas em diversos estados, principalmente na capital Washington para pressionar as autoridades quanto ao direito de terem o seu pleito, no mínimo, analisado e julgado. Continuemos rezando por essa intenção.

Pedro Delfino é especialista em História da Civilização Ocidental e História da Igreja Católica; autor do livro Mentalidade Atrasada, Nação Fracassada (que aborda temas como História, Filosofia e Política); do Curso de História Geral da Civilização Ocidental, do Curso de Excelência Catholica, do livro Via Sancta e é co-Fundador do Movimento Brasil Conservador.
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