A guerra no Rio de Janeiro não é nova. Só mudou de nome e ganhou uma maquiagem ideológica. Enquanto as facções criminosas se armam com fuzis, granadas e drones, a esquerda tenta vender a imagem de que os criminosos são “vítimas do sistema”. É a velha alquimia do discurso: transformar terroristas em coitados e policiais em vilões.
Mas antes de discutir o presente, é preciso entender como tudo começou.

As raízes ideológicas do crime organizado

Durante o regime militar, presos comuns e guerrilheiros da luta armada foram colocados nas mesmas celas. Essa convivência forçada plantou a semente do que viria a se tornar o Comando Vermelho.
Os guerrilheiros marxistas, treinados em táticas de guerra irregular, ensinaram aos criminosos organização, hierarquia e disciplina. O banditismo ganhou estrutura militar e justificativa ideológica. A partir dali, o discurso da “opressão social” passou a servir de escudo moral para o crime.
Na década de 1980, o CV deixou os presídios e passou a dominar o tráfico nas favelas. O Rio de Janeiro nunca mais seria o mesmo.

Brizola e a institucionalização do caos

Com o retorno de Leonel Brizola do exílio, e suas ideias progressistas colocadas em prática, veio a proibição de operações policiais nos morros. O Estado recuou e o crime ocupou o espaço. As favelas cresceram sem controle, as facções se consolidaram e passaram a funcionar como Estados paralelos, com leis próprias, tribunais e punições. O poder público virou mero espectador. O morro passou a ter dono e quem ousasse desafiar esse domínio pagaria o preço.

O STF e o replay da rendição

Décadas depois, a história se repetiu. Em 2020, o Supremo Tribunal Federal, atendendo a pedido do Partido Socialista Brasileiro, criou a ADPF 635, que restringiu operações policiais nas comunidades.
O resultado foi previsível: as operações caíram mais de 60%, as facções cresceram, o tráfico se expandiu para outros estados e novos grupos com conexões internacionais surgiram. O crime ganhou terreno, armamento e legitimidade.
O termo “traficante” já não reflete mais a realidade. O que se vê nas favelas dominadas por facções é terrorismo: domínio territorial, cobrança de taxas, recrutamento de adolescentes, expulsão de famílias e execuções sumárias.
Essas organizações não vendem apenas drogas; espalham medo, silêncio e exigem obediência. Controlam territórios, cobram “impostos”, impõem suas próprias leis. No conceito clássico, isso é terrorismo. Mas aqui, preferimos suavizar com eufemismos: “crime organizado”, “violência urbana”, “problema social”.
Não, não é “problema social”. É uma guerra civil não declarada, que mantém a população como refém e como escudo.

O preço da omissão

O Brasil registrou quase 50 mil homicídios em 2024, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Enquanto a esquerda milita pelos números dos mortos em Gaza, divulgados pelo Hamas, ignora o que acontece no próprio quintal.
Apenas em 2024, 87.545 mulheres e crianças foram estupradas, boa parte em territórios dominados por facções, sendo a maior parte dessas mulheres negras.
O feminicídio bateu recordes da série histórica: em média 1.492 mulheres são vítimas de feminicídio, cerca de 4 mortes por dia, muitas em áreas onde o crime dita as regras.
Esses números não são estatísticas. São vidas brasileiras ceifadas por um sistema que protege o criminoso e despreza a vítima.

O feitiço da narrativa

O discurso tenta criar uma dicotomia falsa: se há criminalidade na favela, a culpa é do “sistema”; se há combate, a culpa é da polícia. É uma chantagem emocional constante.
Quando a polícia age, chamam a operação de fracasso, pois houve mortes.
Quando não age, fracassou também, pois não combateu o crime.
Ou seja, o crime sempre vence na narrativa.
Dizer que “o líder do crime não está na favela” é como afirmar que não há guerra porque o general está no gabinete. O soldado que cobra taxa, expulsa famílias e recruta adolescentes é, sim, uma liderança operacional. É ele quem aterroriza o morador e transforma a vida de milhares em um campo de batalha.
O discurso do humanismo seletivo é o maior aliado das facções e talvez venha exatamente daqueles que também lucram com elas.

O que está em jogo não é apenas a disputa entre verdade e mentira, mas o controle da narrativa. Enquanto o cidadão comum se confunde entre manchetes e discursos, o tráfico avança, os bandidos se armam e a impunidade se consolida. O que estamos vendo neste momento é o exemplo prático dessa completa inversão de valores, com a imprensa diretamente ligada a humanizar criminosos. Mais de 100 criminosos foram mortos pela polícia em confronto direto, e aqueles que se renderam foram presos, não mortos. A operação levou marginais para as matas, justamente para proteger moradores locais, muitos deles inocentes. No dia seguinte, jornais do Brasil todo tentavam humanizar bandidos: uma fila de criminosos estendida no chão, todos já despidos, sem suas roupas camufladas de guerra, evidenciando que aquelas “vítimas da sociedade” estavam em confronto direto com a polícia. Quatro policiais morreram dando suas vidas para proteger a população e, até o momento, nenhuma palavra do presidente sobre esses heróis, mas sim palavras dele sobre a defesa dos criminosos.

El Salvador: o exemplo para o Brasil

Enquanto o Brasil hesita, por medo ou conivência, El Salvador mostrou o caminho.
Nayib Bukele enfrentou o crime organizado como o que ele é: narcoterrorismo. Não pediu licença a organismos internacionais nem se curvou ao discurso “humanista”.
Prendeu mais de 75 mil criminosos, desmontou gangues e devolveu a paz às ruas.
Hoje, o país que era o mais violento do mundo é um dos mais seguros da América Latina.
Bukele não apenas reprimiu o crime: restaurou a autoridade do Estado.
E isso é o que separa as nações que sobrevivem das que se rendem.
Mas ele não fez isso sozinho. Declarou guerra ao narcoterrorismo e contou com o apoio consciente do povo. El Salvador elegeu maioria parlamentar alinhada ao combate, só assim a vitória foi possível.
As facções brasileiras são organizações narcoterroristas. Controlam territórios, impõem leis, cobram tributos e aterrorizam civis. Isso é terrorismo e deve ser tratado como tal.
A esquerda tenta humanizar o criminoso porque precisa dele: como massa de manobra, como argumento político e como escudo moral.
Cerca de 80% dos presos no Brasil votaram em Lula, pessoas que sequer deveriam ter direito a voto. Enquanto isso, as vítimas permanecem sem voz, sem defesa, sem direitos humanos.
O que está em jogo não é apenas segurança pública. É o futuro moral e civilizacional do país.
Ou o Brasil decide enfrentar seus terroristas internos com coragem,
ou continuará sendo governado por covardes de terno que fingem não ver o sangue escorrendo nos becos.

Tay Pellegrini – Mãe, esposa, empresária. Conservadora, cristã, pró-vida. Liberdade até para quem discorda. Falo de política sem enrolação.

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