segunda-feira, janeiro 25, 2021
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Xi Jiping prepara novo ataque contra as liberdades ocidentais!

"O Ministério da Saúde do Brasil, talvez por desconhecimento ou por sugestão de infiltrados, está cogitando utilizar o sistema de QR-Code chinês, conforme está descrito no passo a passo do Plano Nacional de Vacinação, entregue ao STF, no final do ano passado", alerta Pedro Delfino em novo artigo

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Durante a última reunião do G20, realizada virtualmente, o líder chinês, Xi Jinping, fez um discurso que merece toda a nossa atenção. Eis os trechos a se ressaltar:

“Primeiro, precisamos fortalecer o sistema internacional centrado nas Nações Unidas. A ONU é a instituição central para tratar de assuntos internacionais por meio da cooperação. Todos os países devem apoiar firmemente a autoridade e posição da ONU, seguir os propósitos e princípios de sua Carta e defender a ordem internacional sustentada pelo direito internacional. Apoiamos a ONU na construção mais eficaz de um consenso global, mobilizando recursos globais e coordenando ações globais. Apoiamos um papel maior da ONU.

Esse primeiro trecho, repete o discurso em prol do “empoderamento” da ONU como cabeça da governança global, objetivo maior dos globalistas desde a publicação do relatório da Ford Foundation em 1949, que dizia: 

“O comitê e os seus conselheiros acreditam que a manutenção da paz depende em larga escala da vontade e da capacidade das nações fortalecerem a ONU até o ponto em que a organização se tornará de fato uma ordem global de direito e justiça”.

E seguida pelo Iron Mountain Report, escrito na década de 60, que aprofundou as estratégias globalistas para chegar ao século XXI com uma governança global do planeta:

“Portanto, a era das nações deve acabar e a era da humanidade começar; os governos das nações decidem arrumar as suas soberanias separadas em um só governo de justiça, para o qual eles abaixam as suas armas.”

“Isso só pode ser alcançado por meio de um progressivo fortalecimento das instituições internacionais, abaixo da ONU”.

E agora, vão dizer que é teoria da conspiração de novo?

Está aí, escrito em obras publicadas por lideranças da geração passada dizendo abertamente o que eles pretendiam para o futuro — não tão distante — do mundo. É mais razoável acreditar que o que acontece hoje é o plano explícito do passado já em fase avançada ou que tudo não passa de uma enorme coincidência?

Segundo trecho do discurso de Xi Jinping e agora é que vem o problema de fato:

“Precisamos harmonizar ainda mais as políticas e padrões e estabelecer vias rápidas para facilitar o fluxo ordenado de pessoal. A China propõe um mecanismo global para o reconhecimento mútuo de certificados de saúde com base em resultados de testes de ácido nucléico na forma de códigos QR aceitos internacionalmente. Esperamos que mais países possam aderir a este mecanismo.”
Fonte: http://www.xinhuanet.com/english/2020-11/21/c_139533609.htm

Xi Jinping incentivou que os demais países da comunidade global juntem-se à China no uso de um sistema que eles mesmos já utilizam internamente. Segundo matéria do New York Times, os cidadãos chineses estão tendo suas vidas determinadas através de um sistema de QR-Code que sinaliza ao usuário uma bandeira verde ou vermelha. A bandeira vermelha impede que a pessoa faça qualquer coisa, como entrar em estabelecimentos, viajar, comprar etc. Ainda segundo apuração do Jornal, as informações pessoais de cada um são compartilhadas entre a base de dados do sistema e a polícia chinesa, tornando possível o rastreamento e prisão daqueles que desobedecerem

Kenneth Roth, diretora de uma das maiores organizações de Direitos Humanos do mundo, a Human Rights Watch, tuitou recentemente: “Estejam em alerta sobre essa proposta do governo chinês para um sistema global de QR-Code”. Segundo ela, a proposta chinesa pode ser uma especie de Cavalo de Tróia, onde o sistema surge como uma “boa intenção”, mas, no fundo, possui o objetivo de aprofundar o controle social. Assim, ela completou: “Um foco inicial na saúde poderia facilmente se tornar um Cavalo de Tróia para uma ampla política de monitoramento e exclusão, semelhante aos perigos associados ao sistema chinês de crédito social.”

De fato, o sistema de crédito social utilizado na China é um sistema de monitoramento que o governo chinês implementou para controlar cada aspecto da vida diária de seus cidadãos. Desde o seu histórico de navegação na internet à sua pontualidade no trabalho, absolutamente TUDO o que você faz fica registrado em um banco de dados e o sistema vai atribuindo pontos positivos ou negativos conforme a sua conduta. De acordo com o “score” (pontuação) que você atinge, você pode ser impedido de conseguir emprego, comprar, viajar… ou seja, a pessoa tem a vida totalmente impossibilitada e passa a viver marginalizada por não andar na linha dura que o Partido impõe.

A diretora da Human Rights Watch alertou, então, para o risco desse “inofensivo” sistema chinês de QR-Code, criado, aparentemente, para ajudar no controle da pandemia, possa evoluir em alguns países e se tornar uma ferramenta de controle mais ampla com o passar do tempo, aproximando-se do que já existe internamente na China. Sempre soubemos que o Partido Comunista Chinês tinha a intenção de exportar para o Ocidente a dominação que ele já aplica sobre o seu próprio povo, mas, agora, está revelada uma das formas que eles estão tentando usar para consolidar isso.

E o pior: o Ministério da Saúde do Brasil, talvez por desconhecimento ou por sugestão de infiltrados, está cogitando utilizar o sistema de QR-Code, conforme está descrito no passo a passo do Plano Nacional de Vacinação, entregue ao STF, no final do ano passado:

“Uma solução tecnológica está em desenvolvimento, por meio do Departamento de Informática do SUS (DATASUS) (…).
O sistema possibilita utilizar o QR-Code para facilitar a identificação do cidadão durante o processo de vacinação.”
Fonte: https://www.gov.br/saude/pt-br/media/pdf/2020/dezembro/16/plano_vacinacao_versao_eletronica-1.pdf

Uma ferramenta dessas, nas mãos de um governante com aspirações ditatoriais e com estreitas relações com a China, representaria uma pá de cal definitiva sobre as nossas — já tão frágeis — liberdades individuais. E, no Brasil, existem inúmeros candidatos com esse perfil sonhando com a faixa presidencial de 2022. 

Pedro Delfino é especialista em História da Civilização Ocidental e História da Igreja Católica; autor do livro Mentalidade Atrasada, Nação Fracassada (que aborda temas como História, Filosofia e Política); do Curso de História Geral da Civilização Ocidental, do Curso de Excelência Catholica, do livro Via Sancta e é co-Fundador do Movimento Brasil Conservador.
contato: Canal no Telegram / Instagram @phdelfino / E-mail: contato@phdelfino.com

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