sexta-feira, março 5, 2021
Início Guerra Cultural No que se transformarão os EUA sob a administração democrata?

No que se transformarão os EUA sob a administração democrata?

"As mudanças que eles pretendem fazer durante esse mandato serão profundas demais e terão o objetivo, justamente, de condenar os republicanos a nunca mais voltarem ao poder. A mídia já está reescrevendo a história. As Big Techs já estão filtrando quais verdades podem ser ditas. As escolas e universidades já estão doutrinando as futuras gerações sobre o período sombrio da Era Tump e proclamando a esperança na Era Biden", ressalta Pedro Delfino em novo artigo

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As propostas a seguir foram aprovadas pela maioria democrata na Câmara dos Representantes (H.R. – House of Representatives). Essas propostas só não viraram leis porque os republicanos mantinham o controle do Senado e da Presidência. Com a vitória de Biden e a perda do Senado, os democratas terão enfim o poder absoluto para aprovar o que eles quiserem. Essa lista, então, dá uma boa ideia daquilo que eles vão transformar os Estados Unidos (lembrando que essas propostas foram votadas quando eles ainda eram minoria, agora, em maioria, a tendência é que propostas ainda mais ousadas surjam e — pior — sejam aprovadas):

1- H.R.1: O “For the people act” basicamente cria uma versão do nosso Fundo Eleitoral nos EUA, a fim de usar bilhões do dinheiro público para financiar as campanhas políticas.

2- H.R. 5: O “Equality Act” permite aos homens que se declararem mulheres competir nos esportes femininos. Essa medida acabaria para sempre com os esportes femininos e com a possibilidade de sucesso esportivo das mulheres.

3- H.R.6: A Nova Lei de Imigração prevê anistia geral, pronta cidadania e serviços públicos para os milhões de imigrantes que residem no país ilegalmente.

4- H.R.8: O sistema de “Background Check” já é exigido em lojas ao comprar armas. Esse ato, no entanto, visa criminalizar pessoas que pegarem armas emprestadas ou usarem armas que não são suas, aumentando as restrições ao porte dos cidadãos. Diante de um perigo iminente, qualquer cidadão será criminalizado caso pegue uma arma que não esteja em seu nome para se defender.

5- H.R.9: A lei sobre o Acordo Climático de Paris obriga os EUA a voltarem para o acordo, mesmo sabendo que o país é o líder na redução de emissões de CO2, enquanto a China (sua maior competidora) não faz nada para reduzir as emissões dela e continua sendo a maior emissora mundial CO2. Seguir a cartilha do Acordo de Paris para redução das emissões é algo que gera um alto impacto econômico no desenvolvimento do país; não é de se espantar, então, que os democratas queiram forçar os EUA a se submeterem a isso enquanto a China continua crescendo a todo vapor. 

6- H.R.51: Essa proposta de lei transforma o distrito de Washington D.C. (cuja população historicamente vota em peso nos democratas) em um novo estado. Assim, os democratas ganhariam mais duas cadeiras no senado e ampliariam o seu controle sobre os republicanos.

7- H.R.582: Proposta que aumentaria o salário mínimo para US$ 15/hora. Segundo estudo do Congressional Budget Office (orgão do Congresso que analisa o orçamento federal) essa medida eliminaria 4 milhões de empregos. Isso é lógico: quando se sobe artificialmente o salário mínimo, o orçamento das empresas não tem como acompanhar esse salto e, por isso, elas se tornam automaticamente capazes de empregar MENOS pessoas, gerando desemprego.

Fonte: https://www.cbo.gov/publication/55410

8- H.R.1644: A “Lei de Neutralidade da Rede” coloca a internet sob controle governamental e alega que a única forma de se construir um ambiente “livre” e “democrático” nas rede é aumentando o controle estatal sobre ela.

9- H.R.2474: Essa proposta fortalece os sindicatos, obrigando os trabalhadores a se sindicalizarem e a pagarem o “imposto sindical”; e ainda elimina a possibilidade das empresas e dos trabalhadores chegarem a acordos individuais, como é tradição na economia americana e em todos os livres mercados.

Tudo isso sem contar, ainda, as propostas que são reconhecidamente apoiadas pelos democratas mas que ainda não foram votadas na Câmara,  como o financiamento público de ONG’s abortistas; o movimento Defund The Police que propõe tirar o financiamento da polícia (já apoiado, inclusive, pela Kamala Harris); a proposta de abolir o I.C.E. (orgão de Imigracão e Fiscalização Aduaneira) que praticamente abriria as fronteiras do país para quem quiser entrar livremente e tiraria das autoridades a capacidade de fiscalização; a proposta de abolir o colégio eleitoral, sistema que equilibra a representação dos grandes centros (majoritariamente democratas) com o interior (majoritariamente republicano); e, por fim, uma das piores intenções de todas, na minha opinião, que é o que eles chamam de “Pack the Court”: o desejo dos democratas de aumentar o número de cadeiras na Suprema Corte para indicar juízes progressistas e inverter o viés ideológico da corte que hoje é de maioria conservadora. Bastaria uma maioria simples na Câmara e no Senado para que isso seja feito; e isso eles já têm!

Assim, eles teriam não apenas o controle da Presidência, da Câmara dos Representantes e do Senado, como, ainda, da Suprema Corte. Os três poderes da república totalmente dominados. Ou o povo dos Estados Unidos se levanta contra isso e se prepara para uma nova guerra civil, segundo a sua tradição, ou esse país incrível não existirá mais da forma como o conhecemos daqui a algum tempo. As mudanças que eles pretendem fazer durante esse mandato serão profundas demais e terão o objetivo, justamente, de condenar os republicanos a nunca mais voltarem ao poder.

A mídia já está reescrevendo a história. As Big Techs já estão filtrando quais verdades podem ser ditas. As escolas e universidades já estão doutrinando as futuras gerações sobre o período sombrio da Era Tump e proclamando a esperança na Era Biden. A Segunda Guerra Fria acabou e a China venceu. O que eles sempre quiseram (subverter a América a partir de dentro), agora, é uma realidade concretizada.

Pedro Delfino é especialista em História da Civilização Ocidental e História da Igreja Católica; autor do livro Mentalidade Atrasada, Nação Fracassada (que aborda temas como História, Filosofia e Política); do Curso de História Geral da Civilização Ocidental, do Curso de Excelência Catholica, do livro Via Sancta e é co-Fundador do Movimento Brasil Conservador.
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