domingo, março 7, 2021
Início Guerra Cultural "Lá se vão os Estados Unidos... e, com eles, todo o Ocidente"

“Lá se vão os Estados Unidos… e, com eles, todo o Ocidente”

"As Big Techs já bloquearam o acesso de Trump aos seus perfis no Twitter e Instagram; e estão removendo vídeos sobre fraude eleitoral do YouTube. Eles querem apagar essa história para sempre de nossas memórias. Não permitam que o maior escândalo do século caia no esquecimento", destaca Pedro Delfino em novo artigo

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Como eu venho falando desde o ano passado, o dia 06/01 seria um dia decisivo no imbróglio eleitoral que se arrasta desde meados de novembro.

Toda a minha argumentação, sobre manter a esperança viva na reeleição de Trump, baseava-se no fato de que, independentemente do que acontecesse com os processos judiciais e nas legislaturas estaduais, no fim, toda decisão de certificação cairia nas mãos do Congresso, em uma sessão conduzida pelo Presidente do Senado,  Mike Pence, que é também o vice na chapa de Trump. Isso nos dava uma relativa segurança.

Pence foi o fiel-escudeiro de Trump durante toda a campanha; o seu braço-direito e o 02 do governo. Após estourar a confusão eleitoral, Pence colocou a cara em discursos inflamados e fortes declarações deixando claro que eles lutariam até o fim e que não iriam permitir que os democratas roubassem a vitória deles. Nesse período, Pence apareceu mais do que o próprio Trump e insuflou as massas no movimento Stop the Steal (Parem o Roubo).

No entanto, misteriosamente, por motivos que ainda não sabemos quais são, agora que todo o processo chegou enfim às suas mãos e ele poderia, de fato, fazer alguma coisa para interromper a certificação fraudulenta, ele simplesmente AMARELOU. Omitiu-se, na cara dura, dizendo que não poderia fazer nada em relação a isso.

Ora, mas o que será que deu nesse sujeito para cometer uma traição desse tamanho? Será que não tinha nada que ele pudesse fazer realmente? Vejamos:

Como Presidente do Senado, cabia a Pence conduzir a contagem dos delegados apontados pelas legislaturas estaduais. Diversos estados (Geórgia, Michigan, Nevada, Arizona, Wisconsin, New Mexico e Pennsylvania), que tiveram resultados contestados, enviaram a Washington DUAS listas de delegados (uma composta por republicanos, outra por democratas), passando uma clara mensagem de que, diante do impasse, estavam delegando ao Congresso a decisão do que fazer.

Quando Pence iniciou a contagem, o primeiro estado a se levantar contra o resultado foi o Arizona. Como eu havia explicado aqui algumas vezes, bastava que um deputado e um senador se juntassem em objeção à certificação que a sessão deveria ser interrompida para analisar o protesto. A outra possibilidade era de que Pence, ao receber as listas duplas, devolvesse-as às legislaturas estaduais, pedindo que se resolvessem a respeito de qual dos dois grupos de delegados eles escolhiam.

Nesse caso, ele sequer se comprometeria, pois não estaria decidindo coisa alguma, mas apenas solicitando que os estados se decidissem. Tudo estava, então, desenhado para uma virada de Trump, afinal de contas, a decisão final estaria nas mãos de seus grandes aliados (seja no Senado, onde os republicanos têm maioria) ou nas legislaturas estaduais (onde os republicanos também têm maioria). O problema é que  o seu próprio partido o ABANDONOU e a objeção foi vetada de lavada por 92 x 7 no Senado e 282 x 138 na Câmara. Como se não bastasse, Mike Pence, o “fiel-escudeiro” de Trump, resolveu estragar tudo dizendo ainda que não tem competência para tomar decisões contrárias ao resultado obtido nas eleições do dia 03/11 e, no lugar de devolver as listas duplas, aceitou aquelas que estavam de acordo com o resultado favorável a Biden, ao qual ele mesmo se referiu dezenas de vezes como fraudulento e criminoso.

O líder da maioria republicana no Senado, Mitch McConnell, outro aliado de Trump até aqui, foi mais um a defender a tese de que nada pode ser feito por eles e, em seguida, desdenhou das reivindicações de Trump, dizendo: “A disputa com Biden nem foi tão apertada assim…”.

Meu Deus do céu. O que deu nessa gente? Lembrando que estamos falando de REPUBLICANOS. Não de democratas, como pode parecer. Cada dia mais, a política americana se parece mais com a brasileira: a direita lá simplesmente NÃO EXISTE mais. Existe apenas um sujeito com forte apoio popular, capaz de mobilizar 1 milhão de pessoas na porta do Congresso a hora que quiser, tentando lutar contra os dois grandes partidos (supostamente “rivais”) que estão, juntos, levando a estratégia das tesouras ao seu extremo.

Trump não poupou críticas à traição de seu vice e postou no Twitter: “Mike Pence não teve coragem de fazer o que era necessário para proteger nosso país e nossa constituição”. Coitado. Viu-se traído por seus companheiros mais próximos. 

O establishment venceu. E o pior: com isso, os democratas mantêm o controle da Câmara (que eles já tinham), ganham a Presidência E O SENADO. Ou seja, os republicanos entregaram o PODER TOTAL nas mãos do Partido Democrata. A partir do dia 20/01, então, eles poderão aprovar praticamente O QUE QUISEREM e nada poderá ser feito. Com “aliados” assim, os adversários nem precisam se esforçar muito…

Marquem na memória de vocês, se 1946 é o ano em que costumeiramente se marca o início da era de dominância americana, o dia 06/01/2021 é a data em que essa ordem mundial já declinante, definitivamente, acabou. Que venha a Nova Ordem pela frente e que Deus tenha misericórdia de nós.

Ps: as Big Techs já bloquearam o acesso de Trump aos seus perfis no Twitter e Instagram; e estão removendo vídeos sobre fraude eleitoral do YouTube. Eles querem apagar essa história para sempre de nossas memórias. Não permitam que o maior escândalo do século caia no esquecimento!

Pedro Delfino é especialista em História da Civilização Ocidental e História da Igreja Católica; autor do livro Mentalidade Atrasada, Nação Fracassada (que aborda temas como História, Filosofia e Política); do Curso de História Geral da Civilização Ocidental, do Curso de Excelência Catholica, do livro Via Sancta e é co-Fundador do Movimento Brasil Conservador.
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