5 Estados americanos querem proibir atletas transexuais de competir contra mulheres

Diferenças de atributos biológicos podem conferir uma “vantagem injusta” nas competições femininas

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Reprodução/New Daily

Até o momento, cinco estados norte-americanos, concordam em adotar uma legislação que impede transexuais, ou seja, homens que se identificam como mulheres, de competir em esportes femininos.

A legislação está sendo considerada nos estados New Hampshire, Washington, Geórgia, Tennessee e Missouri, sob crescente preocupação de que os homens biológicos que competem como mulheres dominaram as modalidades devido às grandes diferenças de atributos, informa o The Wall Street Journal.

Com as Olimpíadas de Tóquio programadas para começar em julho deste ano, o assunto preocupa o Comitê Olímpico Internacional (COI). Atletas como a velocista Selina Soule, expressaram sua frustração em entrevista a Laura Ingraham, da Fox News.

“É muito frustrante, porque eu dedico tanto tempo e me esforço para reduzir meus tempos e competir melhor, mas não sou fisicamente capaz de ser competitiva contra alguém biologicamente masculino”.

Parlamentares conservadores acreditam se tratar de uma “vantagem injusta”, já que segundo estudo da Universidade de Otago, na Nova Zelândia, os níveis reduzidos de testosterona em homens em transição, considerados aceitáveis ​​pelo Comitê Olímpico Internacional para atletas trans, ainda não os tornam suficientemente iguais às mulheres para tornar a competição justa.

Aspectos masculinos, como estrutura óssea, maior tamanho e capacidade do pulmão e do coração também são apontados como vantagens biológicas. Os autores do estudo sugerem a criação de uma nova categoria para atletas transexuais competirem entre si.