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Por que tanta gente odeia a Igreja Universal?

Como a falta de conhecimento sobre a Igreja Universal e a Teologia da Prosperidade atrapalha a expansão cultural do cristianismo

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Qualquer notícia envolvendo a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) enfrenta pelo menos dois obstáculos para ser corretamente compreendida. O primeiro obstáculo é a antipatia que muitos passaram a ter contra o seu fundador, o bispo Edir Macedo, que ao longo dos últimos quarenta e três anos acumulou uma série de polêmicas enquanto expandia e consolidava a sua denominação em mais de 120 países. E o segundo é a tendência dessas pessoas de projetar essa antipatia à totalidade da igreja que Macedo ajudou a construir. Alimentada pela mídia progressista e até por alguns autoproclamados cristãos, a população de dezenas de países criou um ranço contra pastores, membros e qualquer coisa associada à IURD que qualquer informação ou notícia envolvendo essa denominação precisa se desfazer dessa carga para ser compreendida de forma mais imparcial.

Minha ideia era expor o que está acontecendo na África envolvendo a IURD, primeiramente em São Tomé e Príncipe e, depois, em Angola. Mas, antes disso, vou ter que apresentar este artigo cheio de pílulas vermelhas para o leitor ou a leitora julgar melhor o que está ocorrendo por lá.

A primeira pílula é a seguinte: a IURD não é o Edir Macedo

Eu concordo que o Edir Macedo está longe de ser um cristão exemplar. Qualquer sujeito a favor da legalização do aborto, com certeza, está longe da salvação e terá dificuldade em se justificar na presença de Deus. Entretanto, o típico membro da IURD não tem absolutamente a mais boba semelhança com o seu fundador. Faça você mesmo o teste. Pergunte àquele seu conhecido que frequenta a IURD qual a opinião dele sobre o aborto. Pergunte qual o relacionamento dele com Jesus e o que mudou em sua vida depois de aceitá-lo.

Edir Macedo não é a maioria dos pastores que fazem a IURD. Ele não é a massa dos obreiros e funcionários que são atraídos ao cristianismo por meio da sua denominação. Dizer que a IURD é o Edir Macedo é uma ignorância só repetida por quem nunca visitou um dos seus templos e que desconhece qualquer resultado da sua atuação. Eu tenho certeza que todos já leram pelo menos uma notícia falando como o Edir Macedo é uma péssima pessoa, mas dizer que milagres, curas e libertações não acontecem por lá é fugir da realidade. Em suma, a Igreja Universal não é o Edir Macedo e ela está cheia de pessoas que tiveram verdadeiro contato com Deus. Mesmo com um bispo pecador, tudo indica que milagres e sinais ocorrem com frequência por lá. E isso não deveria ser uma novidade. Historicamente, a Igreja Católica teve muitos líderes corrompidos, mas Deus nunca deixou de se manifestar por causa disso. Ele não deixa de ter contato com seu povo por causa da atuação questionável dos seus líderes, mas pela disposição individual das pessoas para alcançá-lo.

Edir Macedo – Reprodução/JM

A segunda pílula é mais genérica, mas igualmente importante. Basicamente, é do nosso bom senso crer que aqueles que dão ofertas e dízimos à igreja sejam pessoas adultas em plenas faculdades mentais e responsáveis por suas decisões.

Muitos que condenam a IURD dizem que dezenas de pessoas perderam tudo influenciadas por pastores mal-intencionados que só queriam tirar dinheiro delas. Que pessoas deram suas casas, seus carros, suas poupanças à igreja porque “o pastor mandou”. Mas imagine o seguinte: alguém compra algo de você e, um mês depois, volta à sua loja dizendo que se arrependeu pedindo o dinheiro de volta. Claro, se você for o dono do negócio, você pode ter sua própria posição. Mas e se você for só o vendedor?

Qualquer pessoa pode reclamar justamente de ter dado o carro, a casa, suas economias a qualquer pessoa. Contudo, é importante deixar claro que se essa pessoa quer ser tratada como uma pessoa adulta e responsável por suas ações, ela deve ter razões justas para reclamar. Se eu fosse um pastor e um dos membros da minha igreja quisesse aquilo que ele ofertou de volta, eu até devolveria, desde que me apresentasse um atestado de que no momento da entrega ele estava fora das suas faculdades mentais. Afinal, se ele não tinha capacidade de pensar e decidir por si mesmo, é natural que suas decisões sejam relevadas. Caso contrário, tal devolução não faria sentido, já que a oferta foi dada à igreja que eu conduzo, e não a mim.

Teologicamente, quando falamos de ofertas e dízimos, o pastor é apenas um intermediário. Eles são entregues, por princípio, a Deus, para o bem de sua igreja. Caso a pessoa estivesse dentro de suas faculdades mentais, não haveria sentido devolver algo que nem é propriamente meu. Ou seja, um dos maiores mitos populares contra a IURD só mereceria crédito caso a maioria das pessoas que se dizem “enganadas” tivesse algum tipo de deficiência mental. Mas vamos falar como gente grande? Tenho certeza de que menos de 1% daqueles que estão lendo este artigo conhecem pessoalmente uma pessoa que passou por isso. Que deu algo valioso à igreja e se arrependeu. Menos ainda quem conhece duas pessoas nessa situação.

Disso vem a terceira pílula vermelha: caso metade das acusações genéricas contra a IURD fosse verdade, ela não estaria de pé e robusta nos dias de hoje.

Digo, eu ouço essas mesmas acusações contra a Universal desde a década de 90. Se realmente as pessoas que vão à IURD fossem enganadas com tanta frequência, era de se esperar que depois de mais de 40 anos não houvesse mais ninguém para ser enganado. Mas o que os acusadores não costumam considerar é que aqueles que eles dizem estar sendo enganados voltam na próxima semana com mais dízimos e ofertas. Ao contrário das expectativas, a IURD cresceu e se consolidou onde outras denominações não conseguiram. Não seria por causa dos sinais que ocorrem por lá? Não seria por causa das curas e libertações que boa parte dos membros da Universal podem testificar caso questionados? Se ser membro da IURD fosse tão ruim assim, era de se esperar que seus cultos estivessem tão vazios quanto os dos pseudoministérios fracassados de Ed René Kivitz ou Paulo Júnior.

Enfim, muitos que acusam a Universal falam de uma tal de Teologia da Prosperidade. Mas veja que interessante, a Teologia da Prosperidade não tem um fundador específico. Na realidade, o termo foi criado por grupos de esquerda para demonizar qualquer igreja que esteja se destacando socialmente e culturalmente (que, não por coincidência, quase sempre são pentecostais). Dificilmente alguém vai encontrar um pastor acusado de praticar essa teologia afirmando algo como: “Nós praticamos aqui a Teologia da Prosperidade”. Ao contrário de teologias anticristãs como a Teologia da Libertação e a Teologia da Missão Integral, que têm toda uma estrutura de promoção e propaganda, a Teologia da Prosperidade é só um termo usado por gente que não entende direito o que é cristianismo para condenar igrejas que dão algum foco na relação espiritual que a entrega de dízimos e ofertas cria com Deus. E essa é a quarta pílula.

Resumindo, a Igreja Universal não é o Edir Macedo. Os membros de igrejas como a Universal não são pessoas bobas sem capacidade de pensar por si mesmas e inimputáveis por suas decisões. Pelo contrário, são pessoas como eu e você que somos capazes de decidir onde ouvir a palavra de Deus e entregar nossas ofertas. Se metade das acusações contra a IURD fossem verdadeiras, não haveria mais ninguém para ser enganado e ela já teria fechado suas portas há anos. E sempre que você ouvir alguém acusando alguma igreja de pregar a Teologia da Prosperidade, tente considerar qual igreja está crescendo mais e está manifestando mais sinais, na do acusador ou na acusada.

Bem, a carga de pílulas vermelhas era essa. No próximo artigo, vou comentar o que está acontecendo na África envolvendo a IURD e porque isso deveria importar para todos os cristãos. Eu mesmo não faço parte da Igreja Universal. Mas como minha igreja foca no melhor das pessoas e na empatia com nossos próximos, é natural que casos como os ocorridos em Angola e em São Tomé e Príncipe chamem minha atenção. Até lá, gostaria de saber sua opinião. Você tem algum caso de sinal ou milagre para contar? Ou conhece alguém que deu tudo à igreja e se arrependeu? Deixe seu comentário e até o próximo artigo.

Henrique Guilherme (Colunista) É escritor e apresenta o programa O Patriota: A Voz da Resistência. Ele é economista, mestre em Administração Pública e hipnoterapeuta. Também é pós-graduado em Administração de Empresas, Biotecnologia, Matemática e História Militar. Guilherme é geek, patriota, de direita e, principalmente, cristão. Ele dedica sua vida a derrotar as forças do mal e criou a série de livros Guia do Patriota para ajudar todos aqueles que buscam fazer o mesmo.

E-mail: henrique.guilherme@relevante.news

Henrique Guilherme
É escritor e apresenta o programa O Patriota: A Voz da Resistência. Ele é economista, mestre em Administração Pública e hipnoterapeuta. Também é pós-graduado em Administração de Empresas, Biotecnologia, Matemática e História Militar. Guilherme é geek, patriota, de direita e, principalmente, cristão. Ele dedica sua vida a derrotar as forças do mal e criou a série de livros Guia do Patriota para ajudar todos aqueles que buscam fazer o mesmo.
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