Início Espiritualidade "O cristão deve estar na política para servir à sociedade”, afirma pastor

“O cristão deve estar na política para servir à sociedade”, afirma pastor

Carlito Paes alerta para cuidados com a politização da fé, “que em Jesus, é mandamento, não política”

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O pastor sênior da Igreja Batista da Cidade, em São José dos Campos e líder da Rede Inspire, Carlito Paes, falou em entrevista sobre a relação da igreja, dos cristãos e dos pastores com a política.

Para o pastor Carlito Paes, “é inevitável que a igreja se envolva na política”, mas é importante estar atento, contudo, para não misturar os valores cristãos com a “politicagem”. A fórmula ideal, segundo ele ensina, é o equilíbrio fundamentado no bom senso, já que a igreja precisa deixar claro à sociedade aquilo que ela é a favor. Durante a entrevista ele afirma:

“Todo pastor, antes de ser pastor, é cidadão. Então na sua vida pessoal, privada, ele tem todo o direito de expor suas filosofias, ideologias políticas e partidárias. Porque é pessoal.
Agora, usar do cargo para isso, é diferente. Se souber fazê-lo de forma positiva, trará edificação”, diz.

Ao ser questionado sobre a possibilidade de a Igreja ser influenciada pela polarização política, ele responde:

“Os excessos de extrema-direita são um efeito colateral dos excessos de extrema-esquerda do passado. Os últimos governos do Brasil geraram um ativismo intolerante, e os extremos podem estar em lados diferentes, mas estão no mesmo nível. Nós temos que cuidar para não politizar a fé, que em Jesus, é mandamento, não política”, ensina.

Até mesmo sobre bandeiras imputadas à movimentos de direita, Carlitos defende que na verdade trata-se de bandeiras da vida e da ética, e não sobre política, bem como o combate ao racismo, tida como um ponto de esquerda, também é definido por ele como uma “bandeira da vida, do evangelho.”

“Nós temos que colocar Jesus no centro e precisamos das bandeiras corretas. Nós temos hoje muitos cristãos e pastores de direita que não falam de justiça social, do pobre, da igualdade, do direito, da liberdade. E isso acaba gerando um pertencimento de bandeiras que na verdade são pautas de Cristo e do evangelho. Por isso, temos que trabalhar nessa perspectiva” orienta o pastor.

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