China aproveita isolamento social para destruir igrejas

Regime chinês aumenta a perseguição a comunidade cristã vista como ameaça ao partido comunista

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Reprodução

Em meio a pandemia do coronavírus no mundo, o governo comunista da China tem aproveitado o isolamento social e as medidas para conter o avanço da doença para saquear e destruir igrejas e reforçar a perseguição às comunidades cristãs no país.

Bob Fu, presidente da China Aid, compartilhou um vídeo mostrando a Igreja Xiangbaishu sendo demolida na província de Jiangsu, em 11 de março. E escreveu: “A perseguição religiosa continua mesmo no meio de #WuhanVirus. A Igreja de Xiangbaishu, na cidade de Yixing, província de Jiangsu, foi destruída pelo governo do #CCP (Partido Comunista da China). A cruz é a nossa glória.”

As celebrações online também se tornaram alvo de ataques quando duas organizações cristãs estatais na província de Shandong, divulgaram uma ordem para que todas as pregações online fossem interrompidas, informa a China Aid. No dia 13 de março, autoridades removeram a cruz vermelha de uma igreja no condado de Guoyang, na província de Anhui. O episódio também foi documentado em vídeo pela Irmandade Cristã Chinesa.

As ações refletem a preocupação com o crescente número de cristãos no país,mais de 60 milhões, o que é visto como uma ameaça à autoridade do partido comunista. Dentre essas pessoas, pelo menos metade cultua em igrejas subterrâneas ou consideradas “ilegais” pelo regime de Xi Jinping.

As perseguições na China duram anos, em um vídeo missionários reuniram várias notícias que deixam clara a campanha em desfavor da comunidade cristã ao longo dos tempos. Desde 2014, cerca de 400 igrejas na província foram demolidas. Em 2015, autoridades retiraram a cruz de igrejas locais nas províncias de Cixi, Ningbo e Zhejiang. Em 2018 uma das das maiores igrejas evangélicas do país, a Golden Lampstand Church, na província de Shanxi, foi demolida. Mais de 50.000 cristãos adoravam no local, segundo informa o NY Times.

O apresentador da Rede Massa, transmissora do SBT no Paraná, criticou já em 2013, a falta de cobertura jornalística sobre a morte de milhares de cristãos. “Logo a nossa imprensa que é tão preocupada em defender as minorias oprimidas, trata os cristãos como uma maioria desprezível. Qualquer coisa que enfraqueça o cristianismo é potencializada”, disse o jornalista como destacado no vídeo abaixo.