OMS passa a defender retomada das atividades econômicas entre países

Mike Ryan, diretor do Programa de Emergências da organização, aponta inviabilidade de manter fronteiras fechadas

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Reprodução/AFP

O diretor do Programa de Emergências da Organização Mundial da Saúde, Mike Ryan, reconheceu ontem (27) a necessidade de os países retomarem as atividades econômicas entre si. Segundo ele, manter fronteiras fechadas não será uma determinação viável no futuro próximo.

“Será quase impossível para países individuais manter suas fronteiras fechadas em um futuro previsível. As economias têm que se abrir, as pessoas têm que trabalhar, o comércio tem que recomeçar”, disse Ryan durante coletiva virtual, em Genebra, na Suíça.

O setor do turismo movimenta grande parte dos recursos de um país e corresponde a fonte de renda de inúmeras pessoas. Além de estar entre os mais afetados pela pandemia de coronavírus, o ramo ainda pode ser um dos últimos a se recuperar.

Para a OMS, seguir as medidas de segurança, como o uso de máscara e distanciamento social é fundamental para o sucesso desse projeto. Tedros Adhanom, diretor-geral da OMS, acredita que os países terão que se esforçar ainda mais para controlar a disseminação do novo coronavírus, que segundo ele “é, de longe, a maior emergência global da história.”

Mike Ryan instrui: “Onde as medidas são seguidas, os casos diminuem. Onde não são, os casos aumentam. O que está claro é que a pressão sobre o vírus empurra os números para baixo. Reduzam esta pressão e os casos voltam a subir”, explica.