Vereadora alega cristofobia a professora investigada por dizer que homossexualidade é pecado

"Onde está a tal diversidade religiosa que tanto defendem, quando é cristão não vale?", questiona Eliza Virgínia (PP)

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Olenildo Nascimento/CMJP

A vereadora Eliza Virgínia (PP), alega cristofobia contra a professora de biologia, Lourdes Rumanelly Mendes dos Reis. A educadora está sendo investigada por homofobia após declarar em suas redes sociais que a homossexualidade está associada a “perversão”, “imoralidade” e “pecado”.

A denúncia foi registrada pela Comissão da Diversidade Sexual da Ordem dos Advogados na Paraíba (OAB-PB).

A parlamentar protocolou na Câmara Municipal de João Pessoa, um Voto de Solidariedade à Lourdes afirmando que “a educadora vem sofrendo por intolerância religiosa e cristofobia, consequente de julgamento imprudente causado pela divulgação de fake news nas redes sociais e pela mídia.”

Eliza ainda criticou o voto de repúdio apresentado pela vereadora Sandra Marrocos (PT) e disse:

“Apoiar o repúdio é ir contra a Bíblia e os ensinamentos de Cristo. Se a vereadora Sandra continuar acusando a professora de homofobia, vou acusá-la de cristofobia”, alerta Eliza ao denunciar que a professora tem sofrido danos morais e materiais.

“Ora, onde está a tal diversidade religiosa que eles tanto defendem? Quando é cristão pra eles não vale? “Qual será o próximo passo? Repudiar a Bíblia?”, questiona a vereadora.

E conclui: “Eles querem fazer isso, mas não tem coragem, principalmente em se tratando de ano eleitoral. A professora fez senão pregar a palavra Deus”, afirma.