Início Comportamento Quem são os conquistadores modernos e o que eles pretendem?

Quem são os conquistadores modernos e o que eles pretendem?

"Surgiu um vírus misterioso, vindo exatamente do país desse líder e que convenientemente se espalhou para os países adversários onde ele já contava com uma mídia totalmente subserviente e alinhada ideologicamente, pronta para usar a autoridade da “ciência” a favor de tudo o que eles dizem, o rótulo de “conspiracionista” contra todos os seus críticos e, assim, convencer o povo a pedir desesperadamente pela sua própria servidão", revela Pedro Delfino em novo artigo

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Basta dar uma rápida olhada para trás, por cima dos seus próprios ombros, para perceber que a história é repleta de figuras que alimentaram o desejo de dominar o mundo. É lógico, no entanto, que a única referência sobre planos de domínio global que os mais desavisados terão na memória é o desenho “Pinky e o Cérebro”, onde, todas as noites, dois ratinhos de gaiola armavam planos mirabolantes para assumir o controle do planeta. Essa falta de cultura histórica pode deixar no inconsciente de muitos a falsa impressão de que esse tema não merece ser levado a sério, afinal, isso é coisa de ficção, desenho animado ou teoria da conspiração; e não do mundo real…

A cegueira ou ignorância de alguém não serve como parâmetro para determinar se algo é real ou não, mas apenas para avaliar o nível de conhecimento ou desconhecimento daquela pessoa. Tomemos como base, então, a lista a seguir:  Hitler, Stalin, Mao Tsé-Tung, Gengis Khan, Tamerlão, Napoleão Bonaparte, Alexandre (o Grande), Átila (o Huno), Ciro (imperador da Pérsia), todos os imperadores romanos, todos os faraós do Egito…

Bom, essa é apenas uma resumida relação das figuras mais emblemáticas e conhecidas da história no quesito expansão, conquista e domínio, para lembrá-los de que isso EXISTE. Mas o ponto é que: em todo e qualquer momento da história, SEMPRE teve alguém, em algum lugar da Terra, com um desejo real e concreto de dominar o mundo (isso quando não havia vários ao mesmo tempo). Acontece assim porque a ambição e a sede pelo poder são realidades inerentes ao ser humano e que inebriam aquele que chega ao topo da cadeia alimentar e se vê, de repente, incapaz de continuar crescendo. Existem pessoas obcecadas por conquistar mais e mais, em todas as áreas: um empresário que já acumulou bilhões de dólares e mesmo assim continua vidrado em fazer mais dinheiro; um atleta que já chegou ao auge do seu esporte e mesmo assim trabalha dia e noite para bater seus próprios recordes; ou até um líder político, que não se dá por satisfeito enquanto não concentrar todo o poder existente nas suas mãos.

Então, estamos de acordo que esse tipo de pessoa sempre existiu. Mas agora vem a pergunta: e hoje, será que não existe mais? Será que o ser humano mudou?

Certamente o ser humano não mudou, pois isso é uma coisa que está dentro dele e que ele não tem como tirar de lá. O que mudou, no entanto, foi o mundo exterior, a cultura e a política. Por isso, aqueles que sofrem dessa obsessão pelo poder, atualmente, não precisam se sentir impossibilitados de realizar seus sonhos, basta dar às suas intenções uma estratégia diferente; para que, no lugar de soar como ditatoriais, elas sejam bem recebidas pelo povo. Vai dar um pouco mais de trabalho e será preciso muito mais habilidade, mas é possível. 

Os guerreiros e conquistadores do passado ficariam tristes, mas seriam obrigados a ouvir os conselhos dos coronéis do Exército Comunista Chinês, no livro Guerra Irrestrita (1999): “A guerra do futuro não mais será lutada com armas e bombas, mas com qualquer coisa que sirva para a destruição do adversário”. Guerra econômica, biológica, psicológica, cultural, de informação, tecnológica… Assim como os exércitos de outrora tiveram que fazer a transição das espadas para a arma de fogo, quem quiser ter sucesso daqui em diante tem que se tornar hábil nesses 6 novos tipos de guerra.

Antes, era muito fácil identificar os planos de domínio global, porque, na guerra convencional, as tropas, as armas e as intenções ficavam todas expostas à luz do dia. Mas, se a guerra irrestrita é travada nos bastidores, com armas ocultas e vagas intenções, como identificar o adversário no meio da nébula? Como saber em quem confiar, se, na guerra de hoje, o inimigo não mais se apresenta com ameaças de morte, mas fazendo promessas com um belo discurso?

Certamente, se um conquistador moderno pretende aumentar o seu domínio, a primeira coisa que ele precisa fazer é usar o seu poder para manipular as peças do tabuleiro de forma a produzir um cenário onde aquilo que ele pretende conseguir (e que será benéfico a ELE) seja bem visto e pedido pelo próprio povo, para que ele surja depois como o líder querido que dá ao povo o que o “povo” quer. 

Sendo assim, digamos que um líder comunista queira expandir o seu poder. O regime comunista se caracteriza principalmente por: 1) concentração do poder nas mãos do Estado; 2) controle social e rígida disciplina; 3) controle da propriedade privada; 4) dependência do governo.

Agora pensem. Nós estamos, hoje mesmo, vivendo uma situação em que o próprio povo está PEDINDO para que os governos do mundo inteiro: suprimam a livre circulação das pessoas; mantenham a população trancafiada em casa; proíbam o contato com outras pessoas; intrometam-se e imponham regras ao que os indivíduos podem fazer dentro de suas próprias casas; exijam a utilização de um apetrecho obrigatório em suas faces que sinalize obediência; fechem todas as empresas; destruam a economia; acabem com os empregos; eliminem as fontes de renda de grande parte da população; tomem para si os negócios  privados que forem à falência (estatização); substituam a renda do trabalho pela renda mínima do assistencialismo estatal; e que ainda PUNA aqueles que os desobedecerem. 

Coincidência ou não, todos os pontos dessa pauta de reivindicações, celebrada por muitos como “a única forma de sobrevivermos”, estão em total harmonia com os objetivos do comunismo, como se tivesse realmente um mentor por trás de tudo isso manipulando os pensamentos e os desejos das pessoas, para se beneficiar do resultado final. Isso sem contar o fato de que tudo isso só está sendo possível porque surgiu um vírus misterioso, vindo exatamente do país desse líder e que convenientemente se espalhou para os países adversários onde ele já contava com uma mídia totalmente subserviente e alinhada ideologicamente, pronta para usar a autoridade da “ciência” a favor de tudo o que eles dizem, o rótulo de “conspiracionista” contra todos os seus críticos e, assim, convencer o povo a pedir desesperadamente pela sua própria servidão.

Em outros tempos, quem tinha o desejo de dominar o mundo precisava apenas levantar a sua espada e declarar guerra ao vizinho. Hoje, o pretenso conquistador busca ganhar a confiança do povo adversário, ser amado por ele e convencê-lo de que ele está ali para ajudar. Assim, quando o povo se dá conta, já está dominado e incapaz de ser livre de novo. Na Arte da Guerra, Sun Tzu já ensinava: “Engane o inimigo dando a ele vantagens ilusórias, para atacar quando ele estiver desprevenido. Deixe seus planos serem sombrios e impenetráveis como a noite e, quando você se mover, caia como um raio.”

Pedro Delfino é especialista em História da Civilização Ocidental e História da Igreja Católica; autor do livro Mentalidade Atrasada, Nação Fracassada (que aborda temas como História, Filosofia e Política); do Curso de História Geral da Civilização Ocidental, do Curso de Excelência Catholica, do livro Via Sancta e é co-Fundador do Movimento Brasil Conservador.
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