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Protejam as crianças

"A corrupção da inocência é um dos piores traços de decadência dos nossos tempos", revela Pedro Delfino em novo artigo

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O terrível caso da menina de 10 anos que engravidou do seu estuprador expôs uma agenda diabólica que anda de mãos dadas com a pauta abortista, que é a terrível legalização da pedofilia. Sim. Pode parecer absurdo dizer isso assim, mas, o fato é que isso é algo que vem se anunciando há tempos e eu vou explicar o motivo:

O casamento (onde o ato sexual é contemplado) é um sacramento difundido pela Igreja que, com o passar do tempo, foi meramente reconhecido pelo Estado também como um contrato civil entre as partes. É, pois, uma instituição que se sustenta sobre os seguintes pilares: número (dois), espécie (humanos), idade (adultos), sexo (homem e mulher) e sangue (sem parentesco). Todos esses pilares, no entanto, já veem em seus calcanhares movimentos sociais que se organizaram para perseguir a abolição deles, seja por lei, seja puramente na mentalidade do povo. 

Duvida? Em 2005, o Ministério da Justiça da Dinamarca decidiu que a DPA (Associação Pedófila Dinamarquesa) tinha direito de existir em razão da sua “liberdade de expressão”. Em 2006, três ativistas pedófilos fundaram na Holanda o Partido da Caridade, da Liberdade e da Diversidade com intuito de promover as pautas da redução da idade de consentimento para a relação entre adultos e crianças e legalização da posse de pornografia infantil. Em 2010, um outro ativista, dessa vez sueco, chamado Karl Andersson, criou a Revista Destroyer, nos moldes da Playboy, só que com crianças e adolescentes sensualizando nas imagens. Também na Holanda, existiu até 2014, a associação de pedófilos denominada Martijn. Desde 1998, pedófilos de todo o mundo comemoram o Dia Internacional do Amor pelas Crianças, segundo eles, uma importante ação para “desmistificar o ato e promover a conscientização da sociedade”. Por falta de espaço, eu não vou relatar aqui a longa lista de iniciativas existentes ao redor do mundo sobre isso, mas já deu para se ter uma boa ideia de que o negócio existe, é organizado e não é pequenininho não!

Obviamente, ainda são poucos os que se atrevem a colocar a cara na mídia para defender a causa, a maioria atua nas sombras, nos bastidores, tentando emplacar ações que normalizem o senso comum quanto a isso para que, aí sim, eles possam ser livres para usufruir desse novo tipo de “amor”, segundo eles, “tão puro quanto qualquer outro”.

Nesse sentido, a pedofilia — sem querer comparar uma causa com a outra — entra no vácuo do Movimento LGBT, que, para eles é muito importante. Digo isso, pois, o Movimento LGBT busca justamente o reconhecimento da sociedade de que o seu “tipo de amor” é equivalente ao dos heterossexuais. E como eles buscam esse reconhecimento? Através do casamento gay. Ora, o casamento gay nada mais é, como nós vimos, do que a abolição de um dos pilares que sustenta o casamento (o pilar do sexo: homem e mulher) e, conforme um deles cai, qual será o impedimento para que os demais movimentos saiam em busca dos seus iguais “direitos”? Afinal, se a sociedade decidiu eliminar o pilar do sexo, não seria hipocrisia preservar os demais pilares, do número (poliamor), da espécie (zoofilia), do sangue (incesto) e da idade (pedofilia), mantendo tantas outras “formas de amor” na clandestinidade, enquanto apenas um deles é incorporado ao rol da normalidade?

O canal GNT (da Globo) lançou em 2015 uma série chamada Amores Livres, justamente para começar a acostumar a sociedade com o tema. Já em 2018, o Conselho Nacional de Justiça havia colocado em pauta o tema das relações estáveis “não monogâmicas”, isto é, relacionamentos grupais. O grupo ZETA – Engajamento Zoófilo para a Tolerância e Informação estima que, só na Alemanha, existem cerca de 100 mil praticantes desta “preferência sexual alternativa”. O que dizer sobre os casos que vêm pipocando na mídia a respeito de relacionamentos entre mães e filhos, como Monica Mares e Caleb Peterson (procurem no Google), que entraram na justiça americana pleiteando o direito de serem reconhecidos como um casal? E quem não se lembra também do fatídico Queer Museum, que abria as portas de seus eventos “artísticos” para passeios escolares onde as crianças eram expostas a obras de pedofilia, orgia e zoofilia? 

Pelo visto, essas pautas não estão TÃO fora da realidade assim como se imagina: as pessoas é que estão DESINFORMADAS e por isso se assustam quando alguém toca no assunto. Isso está acontecendo debaixo de nossos narizes e, pouco a pouco, eles vão dando passos de formiga na direção da normalização desses comportamentos. Tudo começou com o chocante Movimento Hippie e a Revolução Sexual na década de 60, que abriram fendas antes inexistentes na sociedade e espaço para que essa pauta pudesse ser introduzida pouco a pouco, chegando a ganhar maior adesão no Brasil a partir da década de 90 com toda uma cultura pop, com os seus funks e suas boquinhas da garrafa que serviam apenas para corromper a inocência e incutir a sensualidade na cabeça das crianças. 

Resultado: hoje, 20 anos depois, temos, por exemplo, um fenômeno chamado Felipe Neto que faz vídeos falando baixarias abertamente para crianças de 10, 11, 12 anos e todo mundo acha normal. O problema é: quando você desperta numa criança o interesse precoce por essa área, você estará relaxando uma barreira natural que poderia haver entre ela e um abuso, entre ela e um estupro, facilitando a ocorrência do crime. 

Se avançamos tanto assim em apenas 20 anos, onde estaremos daqui a mais 20? Já pensaram nisso? Ou vocês acham que eles vão parar por aí? Não sejam ingênuos: eles vão forçar e forçar os limites da sociedade até conseguirem tornar aceitável todo e qualquer comportamento destrutivo que se possa imaginar. Logo se vê que, na grande maioria dos casos, as mesmíssimas pessoas que defendem o aborto são aquelas que defendem também esse tipo de cultura degradante que sensualiza o ser humano desde o berçário, para, depois, posarem de atônitos e indignados diante da tragédia anunciada que eles mesmos ajudaram a criar. A pedofilia, o aborto e a sexualização das crianças é uma tríade demoníaca que antecipa o inferno já para esta vida terrena.

Pedro Delfino

Pedro Delfino é especialista em História da Civilização Ocidental e História da Igreja Católica; autor do livro Mentalidade Atrasada, Nação Fracassada (que aborda temas como História, Filosofia e Política); do Curso de História Geral da Civilização Ocidental, do Curso de Excelência Catholica, do livro Via Sancta e é co-Fundador do Movimento Brasil Conservador.
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