Pedreiro aprende balé ajudar filhas autistas

Único homem a dançar no projeto Ballet Azul, Joilson se tornou inspiração

Reprodução/Correio24

Desde março, Joilson Santos, 54, morador de Feira de Santana (BA), divide seu tempo entre o trabalho como pedreiro e as aulas de balé da turma batizada de Ballet Azul, cor que representa o autismo.

Suas duas filhas, Isabele, de 8 anos, e Iasmim, de 10, são diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista e utilizam a dança como método de tratamento. Segundo o pai, antes das aulas a caçula sequer falava.

Joilson é o único homem presente e já até se apresentou nos palcos junto com a turma. “Se tá sendo bom para elas, está sendo bom para mim”, diz ele, acompanhado da esposa Jaqueline Amorim, 43, que é responsável por Iasmim.

No primeiro dia de aula, vendo a esposa e as duas filhas já arrumadas como bailarinas, Joilson relatou que não poderia deixar Isabele sozinha e pediu para ficar na sala. Desde então, às quartas e sextas, os quatro têm a mesma rotina.

“Quando que imaginei que meu marido, bruto desse jeito, ia dançar balé“, brinca Jaqueline, em conversa com o Correio24. Os pais estão em busca de uma escola na cidade que receba as meninas.

Esta é a primeira turma do chamado Ballet Azul, e a primeira vez que se tem registro, no Brasil, de aulas de balé para pessoas autistas com acompanhamento dos pais. O projeto gratuito faz parte do programa Arte de Viver, mantido pela Prefeitura e aberto a doações.

E o professor, Adauto Silva, incentiva “Percebi que os pais seriam grandes mentores. Comecei a pedir que eles repassassem tudo que era ensinado aqui. Vi que começaram a interagir bem mais,” explica.

com informações Correio24*