quinta-feira, janeiro 21, 2021
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O objetivo é a revolução por trás da pandemia

"Um “Grande Reset”, um “Novo Normal”, um “Recomeço”... O que eles tanto querem dizer com isso? Não seriam apenas disfarces para não ter que usar abertamente o termo REVOLUÇÃO?", questiona Pedro Delfino em novo artigo

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Há dois dias, eu publiquei aqui um texto com o título “Quem são os conquistadores modernos e o que eles pretendem?”, onde foi traçada uma linha de raciocínio para expor a necessidade de mudança no comportamento e nas estratégias daqueles líderes atuais, obcecados pelo poder, em relação aos seus pares do passado. Foi feita também uma análise sobre os tempos pandêmicos de hoje, chegando à conclusão de que as propostas que estão sendo ventiladas para controle do vírus e de suas consequências estão muito mais alinhadas com o plano de poder e as pautas de sempre da esquerda do que, de fato, com qualquer outra coisa.

Muitos podem ter pensado — eu sei — que se trata de mais uma teoria da conspiração, um exagero ou um alarmismo infundado. Porém, vejam o que disse o Primeiro-Ministro do Canadá, Justin Trudeau, em uma recente reunião da ONU: 

“A pandemia criou a OPORTUNIDADE para um ‘RESET’. Essa é a nossa chance de acelerar os esforços de antes.” — disse ele. Não é preciso pensar muito para entender o que eles querem com isso: líderes progressistas de todo o mundo estão há anos tentando avançar lentamente uma agenda política (são os “esforços de antes”) e, de repente, — BOOM! — surge uma pandemia global que prepara o terreno para que todas essas medidas sejam implementadas de imediato (é a “oportunidade do ‘reset’”). Coincidência?

Esse ‘reset’ (que significa uma “redefinição”, em inglês) traz consigo um caráter altamente revolucionário, pois, prega-se abertamente que a comunidade global se concentre na “reformulação dos sistemas econômicos”, segundo as próprias palavras de Trudeau, para atacar a pobreza, a desigualdade social e as mudanças climáticas. Ora, o que isso tem a ver com o vírus? 

Isso é tão insano quanto se os líderes conservadores ao redor do mundo resolvessem se juntar e dizer: “Para combater a pandemia, temos que legalizar o porte de armas, proibir o aborto e reduzir os impostos”. É evidente que uma atitude dessas seria retratada pela mídia como aquilo que ela é: uma tentativa descarada de se aproveitar da pandemia para impor todas as suas pautas políticas de uma vez. Seria um ‘reset’ à direita, onde a sociedade dormiria de um jeito e acordaria na bolha conservadora. No entanto, como é a ESQUERDA que está tentando armar essa cilada, a mídia trata com naturalidade, afinal de contas, 99% dos jornalistas também são de esquerda e estão muitíssimo interessados não apenas no resultado disso, como também em minimizar as reais intenções do “RESET” para não chamar a atenção.

Vejam que, com isso, eu não estou dizendo que combater a pobreza ou a destruição do planeta são coisas ruins. O que eu sempre digo é que esquerda e direita têm ideias distintas de COMO fazer isso; e qualquer análise mais racional vai nos levar à certeza de que as “soluções” da esquerda são totalmente contraproducentes, uma vez que elas não costumam resolver os problemas e, ainda por cima, agravam o quadro.

Vejam o exemplo clássico da pobreza: enquanto a esquerda propõe eliminar a pobreza com assistencialismo estatal (uma solução mais “fácil” aos olhos dos leigos), a direita propõe que se crie um ambiente de liberdade econômica onde o desenvolvimento da economia puxará os mais pobres para cima naturalmente. Demora mais, dá mais trabalho, mas é o único jeito possível para uma nação criar riqueza. Já o assistencialismo é um paliativo que, no longo prazo, aumenta os gastos do Estado e consequentemente aumenta também a necessidade que ele tem de taxar seus cidadãos, tornando-o mais pesado nas costas da economia e diminuindo a capacidade dela de gerar emprego e renda. 

Portanto, podemos afirmar: não é o pobre que sai ganhando com essa ideia, mas sim o próprio Estado (!!), que, sob nobre pretexto de acabar com a pobreza, deu-se a carta a branca que precisava para tirar mais dinheiro da parcela produtiva da economia e, de quebra, ainda fomentou a dependência dos necessitados que ficarão à mercê de sua “caridade”, no lugar de poderem subir na vida sozinhos. Ou seja, no fundo, as propostas da esquerda sempre tem o MESMO objetivo por trás: aumentar o poder do Estado e o controle social da população. O resto é apenas discurso bonito para mascarar as suas reais intenções.

Sendo assim, quando Trudeau diz “a pandemia criou a oportunidade para um ‘reset’. Essa é a nossa chance de acelerar os esforços de antes, para reimaginar sistemas econômicos que verdadeiramente ataquem os desafios globais, como pobreza, desigualdade e mudanças climáticas”, o que ele realmente quis dizer nas entrelinhas é (vou traduzir para vocês): “A pandemia foi criada para provocar uma revolução. Essa é a nossa chance de impor de uma vez por todas o que já vínhamos tentando há muito tempo, para substituir o capitalismo como sistema econômico dominante por um outro, alternativo, que concentrará o poder e o controle social em nossas mãos sob pretexto de estar ajudando os pobres, combatendo a desigualdade e cuidando do planeta”. 

Fica claro, enfim, que todo esse terrorismo psicológico, que se levantou em função de uma doença cuja taxa de recuperação é de 99%, está muito mais preocupado em colocar a sociedade no nível de pânico desejado para que ela aceite o “grande reset” do que em informá-la e conscientizá-la sobre os cuidados básicos que devemos ter para atravessar essa epidemia de forma tranquila e sem maiores estragos. Se alguém ainda não conseguiu perceber que existe um plano de poder político por trás da pandemia e que a mídia é CÚMPLICE desse plano, está na hora de abrir os olhos!

Pedro Delfino é especialista em História da Civilização Ocidental e História da Igreja Católica; autor do livro Mentalidade Atrasada, Nação Fracassada (que aborda temas como História, Filosofia e Política); do Curso de História Geral da Civilização Ocidental, do Curso de Excelência Catholica, do livro Via Sancta e é co-Fundador do Movimento Brasil Conservador.
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