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“Moro atenta contra a democracia passando-se por um homem honrado”, critica Marcio Sotelo em artigo

Em publicação para Revista Cult, o advogado e então procurador-geral do Estado de São Paulo sugere que Moro tem um projeto de poder

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O então ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, foi novamente alvo de críticas esta semana. Em artigo, o advogado Marcio Sotelo sugere que o ex-juiz tem um projeto de poder. “Moro atenta contra a democracia passando-se por um homem honrado”.

“Alguém que tem a esperteza e o cálculo de ostentar virtudes públicas e republicanas ao mesmo tempo em que viola todas elas”, disse.

O advogado faz uma reflexão crítica sobre a atuação de Moro na operação Lava Jato, na prisão do então presidente Lula e nas investigações do esquema de corrupção na Odebrecht.

“Às 6 da manhã do dia 4 de março de 2016, a Polícia Federal chegou à casa de Lula para conduzi-lo coercitivamente a Curitiba por determinação do juiz Sergio Moro, que queria um espetáculo público de humilhação do ex-presidente. Os artigos 218 e 260 do Código de Processo Penal somente autorizam a condução coercitiva quando o réu não atende ao chamado para interrogatório ou quando a testemunha, intimada, não comparece.Lula não era réu e nem havia sido intimado. Mas Sergio Moro é um homem honrado.”

Na avaliação de Marcio, Moro “violou alguns deveres de imparcialidade e isenção de um juiz”. “Quando se descobriu que a Odebrecht fazia doações ocultas ao Instituto Fernando Henrique Cardoso e os procuradores da Lava Jato sugeriram investigar apenas para aparentar isenção, Sergio Moro impediu com o argumento de que não convinha “melindrar alguém cujo apoio é importante”. Mas Sergio Moro é um homem honrado.”

Sobre a relação de Moro com o presidente da República, Jair Bolsonaro, o advogado sugere em artigo para a Revista Cult, que enquanto o chefe do Executivo “atenta contra a democracia sem esconder que atenta contra a democracia”, o ex-juiz atenta contra a democracia “passando-se por campeão da moralidade.”

“Moro tem um projeto de poder e é também o projeto de poder dos sonhos da direita, do mercado, da Globo, porque não traz, diferentemente de Bolsonaro, efeitos colaterais. Um hipotético presidente Moro teria enfrentado a pandemia ao modo de Doria, que passou de alguém que maltrata morador de rua a herói da saúde pública”, disse.

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