Mais de um milhão de pessoas assinaram abaixo-assinado contra Netflix

Cristãos realizam boicote à plataforma de filmes após produção do Porta dos Fundos “A Primeira Tentação de Cristo”

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Reprodução/Netflix

O movimento cristão contra a exibição do filme “A Primeira Tentação de Cristo” já coletou mais de um milhão de assinaturas. A produção do ‘Porta dos Fundos’ estreou no início do mês na plataforma Netflix e foi alvo de intensas críticas. A paródia sugere um relacionamento entre Jesus Cristo e Satanás.

O filme também insinua um triângulo amoroso entre Deus, Maria e José. A lista ainda pode ser assinada pelo site change.

Após o lançamento do filme, o site ‘Voltemos ao Evangelho’ fez uma publicação com os “10 princípios sobre a relação dos cristãos perante os episódios de natal da Netflix e Porta dos Fundos”:

  • “Todo cristão tem a responsabilidade de ser “sal” nesse mundo (Mt 5.13), ou seja, evitar a putrefação constante de nossa sociedade. Portanto o engajamento cultural do cristão é uma obrigação.
  • Esse engajamento cultural deve ocorrer através da pregação do evangelho e das nossas boas obras.
  • Devemos reconhecer e exaltar bondade, verdade e beleza em nossa cultura e ao mesmo tempo “odiar o que é mal” (Rm 12.9). O verdadeiro amor odeia.
  • Há diferentes tipos de maldades e graduações de pecados. Existem pecados que são mais abomináveis aos olhos do SENHOR do que outros (Êx 32.30; Ez 8.13, 15; Mt 23.23; Jo 19.11). O pecado de negação e traição intencional de Judas a Cristo foi tratado como “maior pecado” (Jo 19.11). Vale também lembrar que a homossexualidade está entre os pecados mais abomináveis (Gn 19.4-11; Jz 19.22-25; Lv 18.22; 20.13; Rm 1.24-27; 1Co 6.9-10). Portanto, zombar intencionalmente de Jesus Cristo e ainda o tratar como homossexual é uma ofensa gravíssima. Mesmo assim há esperança e perdão pleno para esse tipo de pecado em Cristo Jesus 1Co 6.11.
  • Diferentes tipos de pecados exigem diferentes tipos de protesto e repulsa. A Bíblia não trata todo tipo de maldade com a mesma penalidade.
  • Se a maldade caracterizar crime, deve ser penalizada como tal. Deve-se analisar perante esse caso se podemos recorrer à justiça.
  • Há diferentes formas de protestar: cancelar assinatura; deixar de assistir os episódios; ensinar o que a bíblia diz; entrar em contato com a empresa; se envolver culturalmente e promover filmes e séries com valores bíblicos etc.
  • Deve-se haver respeito com a liberdade individual de se protestar como cada um bem entender.
  • Devemos lembrar que nosso papel não é realizar vingança, isso pertence ao Senhor (Rm 12.19). Portanto toda forma de protesto deve ser pacífica, com amor e sabedoria.
  • Podemos descansar no fato de que em breve o Justo Juiz Jesus Cristo virá e “estabelecerá na terra a sua justiça” (Is 42.5). Aguardemos, pois, com grande expectativa por esse dia.”