Comportamento Homofobia e Epistemofobia: qual é o pior dos males?

Homofobia e Epistemofobia: qual é o pior dos males?

"Epistemofobia é o medo do conhecimento. É a fobia em relação à verdade", revela Pedro Delfino em novo artigo

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Na onda do cancelamento ocorrido com o jogador de vôlei, Maurício Souza, fica cada vez mais claro para mim que a epistemofobia é milhares de vezes mais real e mais perigosa do que a homofobia. Até porque, uma parece existir apenas em função da outra: na medida em que as pessoas não se informam e não buscam a verdade, a narrativa falaciosa da homofobia cresce e ganha cada vez mais espaço na mente vulnerável e influenciável dos epistemofóbicos, cujos posicionamentos não batem sequer com os dados que eles próprios apresentam.

Segundo dados divulgados pelos ativistas do Acontece Arte e Política LGBTI+ e Grupo Gay da Bahia, em maio de 2021, podemos ver que o índice de mortes de homossexuais cresceu de maneira exponencial justamente durante a Era PT, principalmente entre os anos 2005 e 2017, período em que o crescimento foi de quase CINCO vezes.

Em 2018, ano das eleições que levaram Bolsonaro ao poder, no entanto, onde toda a esquerda se mobilizou para denunciar o suposto aumento do preconceito e da homofobia, aconteceu o exato contrário: as mortes caíram! Nos anos seguintes, com o Bolsonaro já na presidência, as estatísticas continuaram a desmentir a narrativa da esquerda, pois o número de mortes despencou ainda mais…

Ou seja, é falso que o levante do conservadorismo tem estimulado a homofobia.
Os números mostram que morreram muito mais gays durante o governo PETISTA do que agora. Só isso já seria suficiente para destruir a narrativa esquerdista, mas, não para por aí, pois esses números ainda precisam de uma análise mais aprofundada.

Os Mapas da Violência contra a comunidade LGBT, sempre organizados por grupos DE ESQUERDA (que possuem grande interesse em inflar as estatísticas), são muito eficientes em alardear um cenário de perseguição que nos deixa com a falsa impressão de estarmos vivendo uma espécie de Holocausto Gay, onde milhares de homossexuais são mortos todos os dias apenas por serem homossexuais.

Ora, basta destrinchar os números que os próprios ativistas apresentam para ver que a coisa não é bem assim. Vejamos: em 2018, nós tivemos no Brasil 560 mortes de homossexuais (segundo dados do próprio Disque 100, um canal do governo para denunciar violência contra os LGBT’s) em um total de 20 milhões de homossexuais (estimativa da própria comunidade gay sobre o total de homossexuais no país), o que dá uma proporção de 0,002%.

Porém, no mesmo ano de 2018, segundo o Monitor da Violência divulgado pelo G1, aconteceram 51.558 assassinatos em geral (vamos descontar aqui as mortes dos 560 de gays, já incluídos nesse número total, sobrando 50.998 héteros assassinados), em um total de 190 milhões de pessoas (descontando os 20 milhões de LGBT’s), o que dá uma proporção de 0,02%.

Moral da história: não importa o que diga a narrativa da esquerda, os números que eles mesmos apresentam comprovam que ser gay é DEZ VEZES MAIS SEGURO! Se você é gay, você está correndo proporcionalmente um risco de morte violenta dez vezes menor do que os héteros.

Mesmo assim, a análise dos números frios não pode parar por aí. O mesmo levantamento divulgado pelo Acontece Arte e Política LGBTI+ e pelo Grupo Gay da Bahia de maio de 2021 mostra a ocorrência de 237 mortes violentas de LGBT’s em 2020.

O primeiro ponto importante que temos aqui é o fato do número total, que era de 560 mortes em 2018 já ter caído para menos da METADE (237) com o Bolsonaro na presidência. Isso que é ter um “homofóbico” no poder, não é? Tão homofóbico que os gays estão mais seguros hoje do que estavam antes…

Segundo ponto: a própria apresentação do relatório mostra uma divisão dessas mortes, entre assassinatos e suicídios (que representam 94,5% contra 5,5% dos casos). Ou seja, isso prova que está sendo colocado na conta da “homofobia” até mesmo casos em que a própria pessoa se mata! Ou seja, nesse caso, o “agressor homofóbico” seria o próprio homossexual que se matou. Absurdo.

“Ah, mas a pessoa se mata porque sofreu pressão psicológica por ser homossexual”. Será que alguém pode realmente afirmar isso? As causas de depressão e suicídio são inúmeras, por isso mesmo que esses são problemas frequentemente encontrados na população como um todo…

Partindo desse princípio, então, podemos destrinchar os dados ainda mais e colocar os outros 94,5% (apresentados como assassinatos) também em dúvida, afinal, quem nos garante que ali no meio não estão sendocontabilizados uma série de outros casos que NÃO poderiam jamais ser classificados como causa homofóbica?

Agora, todo gay assassinado foi morto automaticamente por motivo de homofobia? Será que os gays, assim como o resto da população, também não são assaltados, não moram em favelas, não são atingidos por bala perdida, não se envolvem em brigas, não são vítimas de crimes passionais, não matam uns aos outros etc.?

Não precisamos ficar apenas nas conjecturas. A Liga Humanista Secular do Brasil (um instituto de pessoas sem religião) se propôs a investigar criteriosamente os dados divulgados por essas ONG’s esquerdistas- militantes, tendo como base as estatísticas apresentadas pelo mesmo Grupo Gays da Bahia sobre 347 casos de homofobia contra lésbicas no ano de 2016.

Resultado: após ir atrás das histórias de cada uma dessas 347 mortes, o relatório da LHSB chegou à conclusão de que 88% (!!!) dos casos NÃO podiam ser classificados como homofobia. Nesse balaio, existiam mortes por acidente, por overdose, por causas naturais, por suicídio (novamente), casos duplicados (contados mais de uma vez), inconclusivos (casos de assassinatos em que é impossível afirmar a motivação por trás do crime) e até mesmo mortes no exterior (fora do Brasil)! Ou seja, esses relatórios que estão por aí embasando a tese de que o Brasil é um país extremamente homofóbico e perigoso para os gays não passam de PROPAGANDA.

Estou dizendo com tudo isso que não há sequer um mísero caso de verdadeiro preconceito sendo cometido por aí? O texto não se propõe a levar a coisa para esse lado. Mas, estou SIM dizendo que a narrativa da homofobia é extremamente inflada e exagerada por motivos POLÍTICOS. Afinal, quando justificam a censura contra qualquer crítica aos homossexuais e seu movimento gayzista, alegando que comentários, piadas e opiniões levam as pessoas a serem mortas por aí, eles estão usando como base para isso esses mesmos dados FALSOS e MAQUIADOS, para causar comoção no povo e silenciar quaisquer visões contrárias.

Tudo bem. Homofobia é crime. Não acho que ninguém deva ter o direito de destratar gratuitamente uma outra pessoa por nenhum motivo que seja. Mas, o que pega nessa criminalização é a conotação que se dá ao termo, classificando como homofobia absolutamente QUALQUER COISA, o que inclui até as opiniões de quem apenas pretende debater, por exemplo, os limites da exposição infantil a conteúdos de caráter homossexual… Coisa que, aliás, muitos gays mais sensatos são contrários também.

Fontes: 

http://dapp.fgv.br/dados-publicos-sobre-violencia-homofobica-no-brasil-28-anos-de-combate-ao-preconceito/
https://www.poder360.com.br/brasil/relatorio-registra-237-mortes-violentas-de-pessoas-lgbts-no-brasil-em-2020/
https://g1.globo.com/monitor-da-violencia/noticia/2021/02/12/brasil-tem-aumento-de-5percent-nos-assassinatos-em-2020-ano-marcado-pela-pandemia-do-novo-coronavirus-alta-e-puxada-pela-regiao-nordeste.ghtml
https://lihs.org.br/sociedade/homofobia/

Pedro Delfino é especialista em História da Civilização Ocidental e História da Igreja Católica; autor do livro Mentalidade Atrasada, Nação Fracassada (que aborda temas como História, Filosofia e Política); do Curso de História Geral da Civilização Ocidental, do Curso de Excelência Catholica, do livro Via Sancta e é co-Fundador do Movimento Brasil Conservador.
contato: Canal no Telegram / Instagram @phdelfino / E-mail: contato@phdelfino.com

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